Otávio Gaudêncio | Publicado em 27/10/2026, às 10h49
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), lamentou o assassinato da sevidora pública da Ouvidoria do Recife, Juliana Camila Pinto Ribeiro. A funcionária pública morreu após ser baleada por Josenildo Gomes de Souza Júnior, que tirou a própria vida após o ato no fim do domingo (25).
O feminicídio ocorreu na Zona Sul do Recife, no bairro do Ibura, durante celebração da reeleição do presidente Lula (PT). Populares estavam na calçada em frente à residência no momento dos disparos e registraram o barulho dos tiros.
Juliana dedicou 12 anos de sua vida à Ouvidoria do Recife, canal direto entre o cidadão e a administração pública. Ela também era mãe de dois filhos.
"É revoltante que mais uma mulher tenha sua vida interrompida de forma tão cruel e brutal. Não podemos aceitar que a violência continue destruindo vidas, interrompendo histórias e deixando famílias marcadas pela dor", disse Victor Marques. O gestor também prestou solidariedade às pessoas próximas a Juliana.
Juliana estava separada do agressor há um mês, após 20 anos de relacionamento. Momentos antes da tragédia, Josenildo chegou ao endereço para ter uma conversa com a servidora.
Em situações de risco imediato, a orientação é ligar para o 190, número da Polícia Militar, ou acionar o SAMU (192) e os Bombeiros (193) quando houver ferimentos ou necessidade de socorro. A Polícia Civil também pode ser acionada pelo 197.
Para denúncias e orientações sobre violência contra a mulher, o estado disponibiliza a Ouvidoria da Mulher de Pernambuco, pelo telefone gratuito 0800 281 8187, que funciona 24 horas por dia, inclusive em feriados. O serviço recebe denúncias e encaminha os casos aos órgãos competentes.
Outra opção é o Disque Denúncia PE, pelo número (81) 3421-9595, que permite registrar denúncias policiais com possibilidade de sigilo. O Disque Denúncia do Ministério Público de Pernambuco também recebe relatos pelo 0800 281 94553
Em âmbito nacional, a principal ferramenta é o Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher. A ligação é gratuita, funciona 24 horas e oferece acolhimento, orientação, registro e encaminhamento de denúncias. O serviço também pode ser acessado pelo WhatsApp (61) 9610-0180 ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br, e conta com atendimento em Libras. A denúncia pode ser feita de forma anônima, mas o registro pelo 180 não substitui o boletim de ocorrência.
Para registrar formalmente o crime, a vítima pode procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou qualquer delegacia. Em Pernambuco, há unidades em Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Caruaru, Garanhuns e Petrolina. A Delegacia Online do estado também permite o registro de alguns crimes, como injúria, calúnia e difamação, mas casos de violência física ou ameaça devem ser registrados presencialmente.
Além das autoridades policiais, a Defensoria Pública de Pernambuco oferece assistência jurídica gratuita e pode orientar sobre pedidos de medida protetiva de urgência. O Ministério Público de Pernambuco, por meio da Ouvidoria da Mulher, recebe denúncias de violência física, sexual, psicológica, moral, patrimonial, política de gênero e obstétrica, além de permitir solicitações de medida protetiva por formulário eletrônico.
Os Centros de Referência de Atendimento à Mulher também funcionam como porta de entrada para acolhimento psicológico, apoio social e encaminhamentos. Um exemplo é o Centro Maristela Justus, em Jaboatão dos Guararapes, que atende pelo telefone (81) 3468-2485.
Ao denunciar, é recomendável informar, sempre que possível, o nome e os dados da vítima, a identificação ou características do agressor, o local, a data, uma descrição dos fatos, possíveis testemunhas e provas como fotos, mensagens, áudios, laudos ou objetos danificados. Se uma medida protetiva já tiver sido concedida e for descumprida, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 e registrar a ocorrência.
Site do Gov PE sofre possível ataque hacker com todas as imagens trocadas para "we are federal"
Cehab anuncia licitação para habitacional em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes
PF investiga suspeita de ida de Flávio Bolsonaro à Argentina para viagem aos EUA