Túlio Gadelha defende voto "Luquel", critica PSB e revela diferencial na disputa ao Senado

Cynara Maíra | Publicado em 15/08/2026, às 09h23 - Atualizado às 10h01

Túlio Gadelha foi o convidado do PodJá dessa semana - Otávio Gaudêncio/Jamildo.com
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Fechando as entrevistas iniciais com pleiteantes ao Senado antes do início da campanha eleitoral oficial, o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) é o convidado do PodJá-O Podcast do Jamildo deste sábado (15). 

Durante o encontro, o candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu seu nome em meio aos diversos pleiteantes na coligação ao dizer que tem o diferencial de ser o único na disputa que apoia Raquel e Lula abertamente. 

A visita do político aos estúdios do PodJá ocorreu na mesma semana em que se especulava que o deputado federal desistiria da disputa. A entrevista ocorreu um dia antes dos comentários mais fortes sobre uma desistência. 

O episódio completo com Túlio Gadelha estará disponível no canal do Jamildo.com no YouTube e nas plataformas de áudio. Clique no sininho para receber a notificação quando começar a estreia. 

A defesa da tese do voto "Luquel"

Ao justificar a presença na chapa governista, o parlamentar afirmou que as ações do governo estadual seguem as diretrizes do Palácio do Planalto e buscam atender a população de baixa renda. Ele apontou que a sua candidatura representa a união formal entre a gestão estadual e o presidente da República.

"Raquel faz como Lula faz. E quem vota em Lula tá começando a entender isso agora. Lula precisa de uma aliada como Raquel. Eu sou o único que tem a capacidade de construir essa ponte entre Raquel e Lula", declarou o deputado federal.

Gadelha rejeitou as críticas da senadora Teresa Leitão (PT), também no PodJá, e afirmou que as alianças partidárias não anulam a percepção popular sobre as obras e os investimentos estaduais. O pré-candidato apontou a entrega de títulos de posse, o programa de cozinhas comunitárias e as obras de segurança hídrica como comprovação do alinhamento entre as duas gestões.

Críticas ao PSB e saída do PDT

O deputado relembrou o histórico de filiações e acusou o PSB de atuar nos bastidores para inviabilizar a sua candidatura à Prefeitura do Recife na eleição municipal de 2020. Na época, o partido retirou o apoio ao seu nome após entendimentos das cúpulas nacionais das legendas em outras capitais do país.

"O PDT construiu um acordo para que eu não disputasse aquela eleição. O PSB ameaçou não dar apoio à Juliana Brizola em Porto Alegre, ameaçou retirar o apoio à Marta Rocha no Rio de Janeiro e a Sarto em Fortaleza se eu fosse candidato a prefeito no Recife", relembrou.

Túlio Gadelha afirmou que o grupo político socialista manteve um modelo oligárquico de poder ao longo dos últimos mandatos estaduais. Ele defendeu que a governadora quebrou esse ciclo ao descentralizar os recursos estaduais para municípios do interior.

"O poder, Jamildo, não pode ser herdado como um patrimônio. Esse grupo hegemônico precisa entender que Pernambuco não tem dono, que o estado de Pernambuco é do povo de Pernambuco e o povo sabe escolher", disparou.

Fim da escala 6x1 e postura no Senado

Ao avaliar a rotina do Senado, Túlio Gadelha cobrou mais rapidez na votação de projetos sociais e na pauta dos trabalhadores. Ele citou a proposta que pede o fim da escala de trabalho 6x1 e criticou a demora no andamento do texto.

"Se eu tivesse no Senado, eu já estaria enfrentando o presidente Davi Alcolumbre por não ter colocado isso em pauta. Não é possível que um projeto como esse dependa da sua boa vontade e você tá sentado em cima desse projeto", afirmou.

O deputado também comentou sobre os embates entre parlamentares e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele rejeitou discursos de pedidos de impeachment contra magistrados da Suprema Corte em plataformas eleitorais, afirmando que essas medidas geram instabilidade institucional e desviam o foco de debates sobre emprego e renda.

Túlio Gadelha eleição 2026