Redação Jamildo.com | Publicado em 12/08/2026, às 10h42 - Atualizado às 11h09
A divulgação de uma nova pesquisa Genial/Quaest, prevista para a próxima sexta-feira (14), deve oferecer um novo retrato da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, em um momento marcado por intensa movimentação política e pelo início oficial da campanha eleitoral.
O novo levantamento será acompanhado com atenção por partidos e estrategistas, especialmente porque permitirá comparar o desempenho dos principais candidatos após uma sequência de fatos políticos registrados nas últimas semanas, antes do início oficial da campanha de rua, a consolidação das alianças partidárias e os primeiros grandes atos públicos dos presidenciáveis.
Na última pesquisa divulgada pela Quaest, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecia à frente de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com 44% das intenções de voto, contra 39%.
A vantagem do petista diminuiu em relação a levantamentos anteriores, mantendo o cenário de disputa competitiva.
Os recortes demográficos também chamaram atenção. Lula manteve vantagem entre os eleitores do Nordeste, entre os mais idosos e entre os que possuem ensino fundamental, como já mostrou em detalhes o site Jamildo.com.
Já Flávio Bolsonaro apresentou desempenho superior entre eleitores com ensino médio e ensino superior, além de manter vantagem entre o eleitorado evangélico.
Outro dado acompanhado pelo mercado político diz respeito à avaliação do governo federal. Nas pesquisas mais recentes da Quaest, a aprovação e a desaprovação da gestão Lula passaram a oscilar dentro da margem de erro em alguns segmentos do eleitorado, refletindo um ambiente eleitoral mais competitivo.
No próximo domingo (16), por exemplo, Lula realizará seu primeiro grande comício da campanha, em São Bernardo do Campo (SP), local simbólico da trajetória política do presidente.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro, depois de gravar com Michelle Bolsonaro, deve intensificar a agenda de viagens e busca ampliar sua presença em regiões onde o PL pretende reduzir a vantagem histórica do PT, especialmente no Nordeste.
Em Pernambuco, os números nacionais também costumam repercutir diretamente na disputa estadual. Tanto a campanha do prefeito João Campos (PSB), aliado de Lula, quanto a da governadora Raquel Lyra (PSD), que tenta ampliar seu diálogo com o eleitorado lulista, acompanham de perto os levantamentos nacionais para calibrar suas estratégias.
Além da corrida presidencial, a expectativa é que os resultados ajudem a medir o comportamento de segmentos específicos do eleitorado, como mulheres, jovens, evangélicos, católicos, faixas de renda e escolaridade, indicadores considerados decisivos para a definição das estratégias das campanhas nos próximos meses.
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