Rueda entra na disputa entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte e rejeita decisão nesta segunda

Cynara Maíra | Publicado em 29/06/2026, às 11h11 - Atualizado às 11h30

- Reprodução Instagram Miguel Coelho
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O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, interveio na disputa pela vaga ao Senado na chapa de apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco. Em nota oficial nesta segunda-feira (29), o dirigente rejeitou a possibilidade de uma definição ainda hoje durante a reunião do União Progressista no estado e falou que não haveria uma definição isolada imposta no cenário local, defendendo a tese que o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) já tinha afirmado hoje ao Jamildo.com.

Rueda assinou o comunicado em nome da Direção Nacional da Federação União Progressista, afirmando  que o processo de escolha das candidaturas majoritárias em Pernambuco continua em aberto. O presidente nacional alertou que as deliberações estaduais sem consenso não têm validade jurídica.

"Qualquer encaminhamento adotado em âmbito local, que não seja unânime entre as duas legendas (PP e União), não produzirá nenhum efeito perante a Executiva Nacional da Federação União Progressista, a quem cabe decidir", registrou Rueda no documento.

 Apesar de o texto falar em nome da direção nacional da federação, o PP nacional não realizou publicação sobre o assunto. O diretório estadual da federação em Pernambuco, sob a coordenação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), também não repercutiu o comunicado até o momento.

Queda de braço interna pelo Senado

A manifestação nacional seria um reforço a Miguel Coelho, que tem brigado pela posição na chapa ao Senado ao lado de Raquel. 

A nota ocorre após  rumores de que a reunião da federação estadual agendada para esta segunda-feira formalizaria a escolha de Eduardo da Fonte para compor o palanque governista. Como o PP de Pernambuco concentra maior bancada no Congresso Nacional, o grupo tem comando da aliança e força na federação para tentar pressionar pelos seus interesses.  

O impasse ocorre porque a base governista projeta a ocupação da primeira vaga da chapa ao Senado pelo próprio PSD, a legenda da governadora. Restaria, então, apenas um posto para o bloco formado por Progressistas e União Brasil.

Para contrapor a força do PP no estado, Miguel Coelho buscou amarrações externas e conquistou o endosso do Podemos, de prefeitos como Diego Cabral (PSD), de Camaragibe, e do também pré-candidato Túlio Gadelha (PSD).

Miguel Coelho já havia adiantado ao Jamildo.com que o edital do encontro desta segunda-feira não trazia previsão legal para selar a chapa. O ex-prefeito relembrou que as decisões oficiais pertencem ao calendário das convenções partidárias, que começam em 20 de julho

A postura combativa pode indicar que o impasse precise ir para as instâncias nacionais da federação. 

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