Redes sociais devem ser maior desafio para Justiça Eleitoral nas eleições, diz advogada especialista

Otávio Gaudêncio | Publicado em 11/07/2026, às 08h35

- Otávio Gaudêncio/Jamildo.com
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Entrevistada do PodJá desta semana, a advogada especialista em direito eleitoral Diana Câmara declarou que o principal desafio da Justiça Eleitoral para o pleito deste ano é a manutenção do processo democrático no ambiente digital. A entrevista completa fica disponível no canal do YouTube do Blog do Jamildo neste sábado (11), a partir das 14 horas.

Coordenadora acadêmica do congresso do Instituto de Direito Eleitoral Público de Pernambuco (IDEPPE) em 2026, a advogada afirmou que o tema foi a principal discussão do momento, que reuniu membros do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de outras instituições jurídicas.

No entender de Diana Câmara, a agilidade das redes sociais utilizadas de maneira inadequada é o que dificulta o trabalho dos juristas. "A gente muitas vezes brinca de querer enxugar gelo. Você tirar um vídeo do ar e entrar outro em poucos minutos", disse. 

Ela também atribuiu culpa ao algoritmo das redes sociais, na medida em que vídeos de resposta e de esclarecimento não recebem a mesma atenção que conteúdos com informações falsas

A discussão no ambiente digital ainda se estende aos criadores de conteúdo, também conhecidos como influencers. Segundo ela, o influenciador tem total direito de manifestar seu lado político ao público, desde que a ação não seja monetizada pelo candidato e pelo partido. 

Uso de IA

A Inteligência Artificial também é uma ferramenta que preocupa os responsáveis pela segurança do processo eleitoral. "Hoje, o perigo maior nem é só a questão das fake news, mas sim e muito mais a forma como esse material é divulgado", afirmou.

O uso da IA é mais um meio que possibilita a divulgação de conteúdos em massa no meio digital, facilitando o escoamento de conteúdos não permitidos durante o procedimento democrático.

Para a entrevistada, isso faz com que ferramentas de criação como o deep fake, que simula rostos de pessoas e pode criar falas artificiais ou criar vídeos de autoridades fazendo coisas que não aconteceram, não sejam o principal "rival" da Justiça Eleitoral. 

De acordo com definição do TSE, todo conteúdo eleitoral que apresente conteúdo sintético gerado por IA deve indicar que o material foi gerado por uma máquina. O tribunal também proíbe que vídeos e fotos com uso de IA sejam compartilhados entre o período de 72 horas antes do pleito e 24 horas depois dos votos. 

TSE tre

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