Plantão Jamildo.com | Publicado em 30/01/2026, às 18h17
Presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Yuri Coriolano pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (30), após a divulgação de e-mails com declarações de cunho racista e misógino escritas em 2012. As mensagens vieram a público em reportagem do portal Vero Notícias e geraram cobranças imediatas por seu afastamento.
Em um dos e-mails, Coriolano utilizou expressão ofensiva ao se referir à população negra. Em outro, ao comentar o debate sobre aborto, escreveu que mulheres teriam apenas o direito de decidir sobre o uso de preservativo ao “copular”. Em um dos trechos, afirmou: “Mas que p*rra. Que p*rra de direito de mulher decidir. Direito de decidir ela tem de copular com ou sem camisinha. Não de matar um outro indivíduo. Já tou [sic] ficando p*to com esse assunto”.
Após a repercussão, Coriolano se manifestou por meio de publicações temporárias em seu perfil fechado no Instagram, reconhecendo a autoria das mensagens e pedindo desculpas. Segundo ele, as falas ocorreram quando tinha 19 anos, em um grupo da faculdade, e não refletem suas posições atuais. “Errei e venho me retratar publicamente”, escreveu.
O ex-presidente da EPTI afirmou ter amadurecido ao longo dos anos e disse que as declarações não devem ser naturalizadas. Ao mesmo tempo, criticou o uso do episódio por adversários políticos, classificando a exposição como tentativa de “assassinato de reputação”.
Em nota oficial, Yuri Coriolano confirmou o pedido de exoneração e afirmou que a decisão buscou preservar a instituição e o funcionamento da administração pública. “As frases divulgadas hoje na imprensa não deveriam ter sido ditas e não refletem meus valores, minha trajetória pessoal nem profissional. Reconheço o erro e peço desculpas por qualquer interpretação ou impacto causado”, declarou.
Advogado eleitoral, Coriolano integrou a gestão da governadora Raquel Lyra desde o início do mandato. Até recentemente, atuava como secretário executivo da Casa Civil, responsável por articulações políticas. Ele assumiu a presidência da EPTI após a saída do ex-dirigente do órgão, em meio a denúncias envolvendo a empresa de ônibus ligada ao pai da governadora.
Nesta sexta-feira (30), Raquel Lyra cumpriu agendas ao longo do dia e, até a última atualização desta reportagem, não havia se manifestado publicamente sobre o caso.
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