Cynara Maíra | Publicado em 23/07/2026, às 08h07 - Atualizado às 08h46
A governadora Raquel Lyra (PSD) convidou para manhã desta quinta-feira (23) um café da manhã com os deputados do Progressistas, um dos partidos envolvidos no impasse da federação União Progressista sobre a disputa ao Senado.
Sem citar o motivo do encontro, os políticos cogitam que a governadora deve usar o espaço para tentar chegar em um consenso antes de sua convenção partidária, que ocorrerá na próxima semana. Com a definição de que o União Progressista se reunirá apenas no último dia permitido pela Justiça Eleitoral, a gestora temeria perder a credibilidade ao não fechar sua chapa no dia de sua convenção.
O principal problema é o impasse entre o deputado federal, presidente estadual do União Progressista e do Progressistas, Eduardo da Fonte (PP), e o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho (UB). Nenhum dos políticos deseja desistir da disputa e articulam com diversos meios formas de continuarem na eleição para o Senado.
Eduardo da Fonte é o presidente da federação, tem a legenda com o maior número de deputados e prefeitos, mas sofre com a desvantagem de um atrito recente com a governadora após especulações de que negociava com João Campos para uma migração na chapa. Apesar de Raquel ter retomado os cargos do PP após uma resolução, essa situação parece ter causado estremecimento na relação.
A vantagem de Miguel Coelho foi ter migrado do grupo de João Campos na hora certa e ter conseguido aliados na base da governadora, para além do seu partido. O Podemos, o deputado Túlio Gadelha (PSD) e aparentemente até a vice-governadora Priscila Krause (PSD) estariam ao lado do sertanejo.
Com divergências entre as fontes que apontam que Raquel Lyra preferiria Miguel Coelho e os que citam que a gestora aguarda uma decisão do partido, sem preferências, a situação continua em impasse desde maio e não parece estar encaminhada para reconciliação. Ainda nesta semana, após o PP anunciar sua convenção para dia 1 às 11h, o União Brasil anunciou seu evento para o mesmo dia, às 10h, em um tom de guerra fria. Ambas as convenções citam seus respectivos pré-candidatos ao Senado, como se fossem ser oficializados por seus partidos.
Ao Jamildo.com, uma fonte afirmou que a principal questão seria o poder político que o Senado teria na disposição de forças da federação. Um senador de um dos partidos poderá ter mais peso de decisão dentro do grupo, o que faria a situação ter mais peso para Dudu, que não quer perder a hegemonia na federação. Miguel também teria uma oportunidade de ganhar mais espaço e evitar uma posição de subserviência ao PP.
Essa fonte também alegou que seria possível uma conciliação a partir da escolha de um terceiro nome, em comum acordo entre os partidos, mas não se citou quem poderia assumir esse posto.
Caso Miguel e Eduardo não se resolvam, Raquel também pensa na possibilidade de adicionar outro nome na disputa. O senador Fernando Dueire (PSD) teria sinalizado disponibilidade e já mandou recado nas redes sociais sobre o tema, mas também há outra chance com poucas informações sobre.
O Jamildo.com informou em primeira mão ontem que a convenção do PL foi adiada do dia 28 de julho para 5 de agosto, alguns nomes deram a entender que a alteração teria vínculo com Raquel Lyra, sem especificar uma estratégia, o que poderia ser uma carta na manga da governadora para captar o tempo de TV do Partido Liberal, que se assemelha aos números do União Progressista.
A desvantagem é que a relação com o PL em Pernambuco pode prejudicar o voto Luquel, que seria importante para Raquel se reeleger em um estado reduto do presidente Lula (PT). Presidente do PL estadual, Anderson Ferreira também sinalizou que só iria compor com a governadora se ela se afastasse do lulismo, o que seria difícil com Túlio Gadelha como primeiro nome ao Senado.
União Progressista decide ficar neutra na disputa presidencial e frustra Flávio Bolsonaro
Obras de embutimento de fios avançam no Bairro do Recife e ampliam área livre de cabeamento aéreo
Movimentação de cargas em Suape cresce 25,6% no primeiro semestre e alcança 13,7 milhões de toneladas