Raquel Lyra, Ivan Moraes e João Campos reagem após divulgação de cartazes contra governadora

Cynara Maíra | Publicado em 31/08/2026, às 07h05 - Atualizado às 08h00

- Pamella Biernaski- Edson Holanda- Yacy Ribeiro
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Após a repercussão de cartazes apócrifos com ataques pessoais contra a governadora Raquel Lyra (PSD), a gestora e seus adversários na disputa ao Governo de Pernambuco repudiaram o caso. As declarações ocorreram ainda no domingo (30) e vieram junto a pedidos de investigação na Polícia e na Justiça Eleitoral. 

Diante dos cartazes que atribuíam a responsabilidade do falecimento do marido de Raquel Lyra à própria gestora, a governadora registrou um boletim de ocorrência nas polícias Civil e Federal e acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE). Os materiais apareceram em paredes no Centro do Recife e colocavam Lyra ao lado de mulheres condenadas pela Justiça por matarem os maridos.

Em vídeo nas redes sociais antes de seguir para compromissos na Zona da Mata Sul, a governadora apareceu visualmente abalada para repudiar o que chamou de agressão à sua honra e à memória do esposo. 

"Entrei no carro para seguir minha agenda na Mata Sul e, como sempre faço, abri o Instagram para ver o que estava acontecendo. E pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite minha família, respeitem meus filhos, respeitem quem não está mais aqui, respeitem a minha dor", desabafou a gestora.

Veja vídeo da gestora:

 

Campanha de João Campos também aciona Ministério Público Eleitoral

O candidato da Frente Popular, João Campos (PSB), também se pronunciou nas redes sociais e classificou os cartazes como um absurdo.

O ex-prefeito relembrou a perda de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, em um acidente aéreo durante a eleição presidencial de 2014, defendendo que tragédias familiares fiquem fora da disputa política.

"Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada. Isso está fora da política", declarou João Campos. O setor jurídico da Frente Popular formalizou um pedido no MPE para identificar os responsáveis pelo material e anunciou que processará criminalmente quem associar a coligação à autoria dos panfletos. Confira vídeo do ex-prefeito:

 

O candidato da federação PSOL/Rede, Ivan Moraes (PSOL), prestou solidariedade à governadora e cobrou punição aos autores. "A pessoa ou quadrilha responsável pelos cartazes ofensivos contra a governadora precisa ser identificada e responsabilizada urgentemente. Não se pode compactuar com um absurdo desses. A investigação tem que ser profunda e exemplar. Minha solidariedade a Raquel Lyra", publicou o postulante na rede social X.

A escalada de agressões também mobilizou outros nomes da disputa. O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) condenaram os ataques em discursos e postagens.

No campo da oposição, o senador Humberto Costa (PT) classificou o episódio como "vil e desumano". a senadora Teresa Leitão (PT) pediu rigor na apuração para evitar que o debate eleitoral seja contaminado por discursos de ódio. 

Também candidata ao Senado, a ex-deputada Marília Arraes emitiu uma nota em que afirmou que "Uma campanha eleitoral que começa desrespeitando o eleitor começa atacando a própria democracia. Gabinetes do ódio, cartazes apócrifos, ataques, mentiras e fake news não podem ser tratados como parte normal de uma disputa política. Tudo precisa ser rigorosamente apurado, com identificação dos responsáveis e, comprovadas as ilegalidades, aplicação das punições previstas em lei"

A candidata na chapa de João Campos citou todos os processos de ataque que estiveram em debate em Pernambuco na última semana e, ao citar o avô Miguel Arraes, disse que " Aprendi cedo que adversários se enfrentam com ideias, posição e coragem. Nunca com ódio e mentira".

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