Otávio Gaudêncio | Publicado em 14/09/2026, às 11h05 - Atualizado às 13h39
Três semanas antes do primeiro turno das eleições, o site Jamildo.com prepara apresentações dos principais candidatos às disputas majoritárias que envolvem o Estado de Pernambuco. Entre elas, as eleições para governador, senador e presidente.
Os candidatos presentes na série de matérias foram escolhidos com base em critérios de representação mínima no Congresso Nacional utilizados pela legislação eleitoral na distribuição de recursos eleitorais: mínimo de 15 deputados federais distribuídos em nove estados ou 3% dos votos válidos nacionalmente na eleição para a Câmara dos Deputados espalhados por nove estados, com 2% dos votos válidos em cada um deles.
Apontado pelos principais institutos de pesquisa eleitoral como a terceira via desta eleição, Augusto José Cury (Avante) é um dos presidenciáveis que mais vem recebendo destaque no período de campanha.
É a primeira vez que o candidato disputa uma eleição, tendo se filiado ao Avante no dia 5 de abril de 2026. Cury ainda chegou a conversar com figuras da política, como o ex-presidente Michel Temer, e os presidentes do PSD e PSDB, Gilberto Kassab e Aécio Neves, respectivamente.
Mesmo sendo estreante na política, Augusto Cury já era conhecido nacionalmente, devido a seus trabalhos como escritor. Diferentes fontes citam que o presidenciável já escreveu entre 70 e 80 livros e estimam suas vendas em cerca de 35 a 40 milhões de exemplares. Ele é considerado, por veículos como as revistas IstoÉ e Veja, e pelo jornal Folha de S. Paulo, um dos escritores mais lidos do Brasil nas últimas décadas, além de ser reconhecido por suas editoras como o psiquiatra mais lido do mundo.
Todo esse sucesso garante ao médico psiquiatra o posto de presidenciável mais rico das eleições de 2026. Seu patrimônio gira em torno de R$ 242,5 milhões.
Por estar no Avante, o candidato recebeu o 70 como o número de urna e tem direito a fatia do horário eleitoral gratuito — tendo em vista que a legenda conta com cinco deputados federais e um senador —, diferente de outros candidatos, como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Augusto Cury prevê três principais tópicos a serem trabalhados em uma reestruturação no país: semipresidencialismo, reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) e nova diplomacia econômica.
Na ideia do candidato, o mandato presidencial deveria ser conduzido com o auxílio de um primeiro-ministro escolhido pela maioria do Congresso, para maior estabilidade política, eficiência administrativa e redução de crises institucionais.
Já a mudança na alta classe do Poder Judiciário prevê a implementação de mandatos de oito anos para ministros do STF e a imposição de 50 anos como idade mínima para entrar na corte. Além disso, a escolha dos novos ministros seria feita em decisão compartilhada entre a classe de magistrados, Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
As mudanças ainda reduziriam a quantidade de ministros no tribunal de 11 para 9, com, no mínimo, três mulheres. Dos nove ministros, seis seriam da magistratura, dois do Ministério Público e um da advocacia.
A última etapa das três grandes reformas seria a elevação do ministro das Relações Exteriores ao status de Secretária de Estado, a fim de transformar as embaixadas brasileiras em plataformas de negócios e promoção do Brasil.
Augusto Cury é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), onde concluiu seus estudos em 1984. É o criador da Teoria da Inteligência Multifocal, que analisa o processo de construção dos pensamentos e serve como base para sua vasta obra literária focada na gestão da emoção.
No âmbito acadêmico internacional, Cury obteve em 2013 o título de PhD em Administração de Empresas (Doctor of Business Administration) pela Florida Christian University, nos Estados Unidos — embora seu plano de governo de 2026 mencione o curso na área de Psicologia. O candidato também acumula títulos de Doutor Honoris Causa.
Diferente de Cury, seu candidato a vice-presidente, Júlio Delgado (Avante), tem longa carreira no cenário político, já tendo exercido cinco mandatos como deputado federal por Minas Gerais por diferentes partidos (PSB 4x e PV 1x). Em 2024, o político concorreu a prefeito de Juiz de Fora, em Minas Gerais, pelo MDB, mas foi derrotado ainda no primeiro turno, ficando em quarto lugar com 6,16% dos votos válidos.
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