Cynara Maíra | Publicado em 04/03/2026, às 11h17 - Atualizado às 11h38
O instituto Datafolha está nas ruas para realizar o primeiro levantamento nacional de 2026 sobre a sucessão presidencial.
O trabalho de campo começou na terça-feira (03) e segue até quinta-feira (05), quando os resultados serão divulgados no período da tarde pela Folha de S. Paulo, jornal que encomendou a pesquisa por R$ 307,6 mil.
Os pesquisadores realizarão 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
O resultado servirá como o principal termômetro para medir o impacto dos recentes movimentos políticos na popularidade do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na última sexta-feira (27), o Paraná Pesquisas indicou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula. O cenário atual difere do último Datafolha de dezembro de 2025, quando o petista vencia o parlamentar por 41% a 18% em uma eventual disputa de segundo turno.
À época, o filho de Jair Bolsonaro ainda não ocupava oficialmente o posto de candidato do bolsonarismo.
A pesquisa apresentará uma lista com dez nomes para a avaliação dos eleitores na modalidade estimulada:
Lula e Fernando Haddad (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado (PSD)
Romeu Zema (Novo)
Renan Santos (Missão)
Aldo Rebelo (DC)
O instituto testará sete cenários específicos de segundo turno. Além dos confrontos diretos de Lula contra Tarcísio, Flávio, Ratinho, Caiado e Leite, o Datafolha também medirá o desempenho de Fernando Haddad contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior.
O levantamento deste mês traz um componente inédito de avaliação institucional. Os eleitores responderão perguntas específicas sobre a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O questionário aborda a participação de magistrados como sócios de empresas, o recebimento de pagamentos por palestras organizadas pela iniciativa privada e o julgamento de causas envolvendo clientes de parentes dos ministros.
Além da sucessão presidencial, a pesquisa medirá a opinião pública sobre temas de apelo social e econômico, como:
A proposta de fim da escala de trabalho 6x1.
A percepção sobre o estado da economia brasileira.
A polêmica envolvendo o desfile da Acadêmicos de Niterói, que ironizou famílias conservadoras e homenageou Lula no Carnaval.
A ideia é medir como tais temas podem afetar o cenário eleitoral em 2026.
O levantamento também deve oferecer os primeiros dados sobre a disputa pelo Governo de São Paulo.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad indicou que aceitará o pedido de Lula para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.
Ele deve enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas, que buscará a reeleição. A pesquisa medirá o potencial de transferência de votos e a rejeição dos dois nomes no maior colégio eleitoral do país.
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