Otávio Gaudêncio | Publicado em 27/10/2026, às 09h47
A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que o senador com mandato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria ido à Argentina, na segunda-feira (26), para viajar aos Estados Unidos.
A suposta ida do parlamentar ao país vizinho foi noticiada pelo site argentino Infobae. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a informação.
Conforme noticiou o site argentino, o parlamentar teria cruzado a fronteira utilizando seu documento de identidade nacional e teria saído de Puerto Iguazú, Misiones (na fronteira com o Paraná) às 2h em um jato particular com destino aos Estados Unidos.
De acordo com apuração do Metrópoles, fontes do alto posto da PF dizem que não há registros de passagem do senador por pontos regulares de migração. Porém, os servidores da PF admitem que Flávio conseguiria ultrapassar a fronteira sem passar por fiscalizações.
A PF procura autoridades argentinas para confirmar as suspeitas.
O Infobae ainda detalhou características da suposta aereonave que teria sido utilizada por Flávio na ida aos EUA. O jatinho seria do modelo Gulfstream G400, matrícula LV-JQW e pertence à empresa Baires Fly S.A.
Segundo apuração do veículo argentino, a empresa da aeronave solicitou liberação alfandegária e de imigração para quatro passageiros e três tripulantes. O jatinho está registrado no país sul-americano desde setembro de 2020, mas já chegou a utilizar registros estadunidenses e mexicanos.
A movimentação acontece após o senador afirmar ter sido intimado por agentes da Polícia Federal a entregar seu passaporte brasileiro e de outras nacionalidades.
A ação aconteceu a pedido do ministro Alexandre de Moraes e tem como base afirmação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que sugeriu que o irmão Flávio deixasse o Brasil e fosse aos Estados Unidos em caso de derrota.
Pela primeira vez sem mandato após 24 anos e com perda do foro especial em fevereiro, Flávio Bolsonaro é investigado pela PF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de lavagem de dinheiro. Os inquéritos são ligados ao Banco Master e ao financiamento do filme Dark Horse, e a Willer Tomaz, advogado amigo do senador e investigado por utilizar casas de aposta como meio para lavagem de dinheiro.
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