Plantão Jamildo.com | Publicado em 20/03/2026, às 18h44
A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) foi confirmada como pré-candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), durante o ato de lançamento da pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, nesta sexta-feira (10), em um hotel no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife.
Em discurso, ela fez críticas à condução do estado e associou o projeto político a um alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não adianta subir em cadeira para parecer maior, quando na verdade o povo nota que não está ali com amor, que está com muito ódio, com vontade de dar respostas ao que não se tem o que responder”, afirmou.
Ao abordar a formação da aliança, Marília destacou a necessidade de conexão com a população. “Política se faz primeiro juntando o povo, depois faz alianças. Mas não é simples juntar as pessoas. Pra juntar gente, a gente tem que ter empatia, tem que sentir a dor das pessoas”, disse, citando problemas como acesso à saúde, abastecimento de água e violência de gênero.
A ex-deputada também mencionou a situação da segurança pública, com ênfase nos casos de feminicídio. “A gente não vai aceitar nenhuma mulher morta porque não quer continuar o relacionamento, muito menos num estado que hoje é um dos campeões de feminicídio no Brasil”, declarou.
Durante o discurso, ela defendeu que a atuação política deve priorizar resultados concretos. “O povo quer resultado, quer entrega. Discurso ideológico por si só não resolve”, afirmou.
Marília também destacou o posicionamento político do grupo, em provocação à Raquel Lyra, que pediu neutralidade de Lula em Pernambuco ao negociar apoio ao petista. “Aqui a gente assume. A gente é do time do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O povo sabe distinguir quem está de um lado e quem está de outro”, disse.
Ao tratar da composição da chapa, ela ressaltou o papel que pretende desempenhar. “Tenho a honra de ser a única mulher nessa chapa majoritária. A candidatura é um chamado do povo e isso não se negocia”, comentou.
A ex-deputada ainda voltou a criticar a condução da gestão estadual ao avaliar que falta entrega de creches e hospitais no estado. “Não se negocia com a esperança de uma mãe que queria uma creche e não teve. Não se negocia com quem faz qualquer coisa para ganhar eleição”, declarou.
Recentemente, Raquel Lyra e Marília Arraes conversaram e, até terça-feira (17), as duas iriam compor a chapa majoritária. retomando um diálogo que não ocorria desde as eleições de 2022, quando estiveram em lados opostos no segundo turno da disputa pelo governo estadual.
A conversa foi sobre o contato entre as duas, foi revelada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, quando esteve no Recife. O dirigente afirmou que a conversa foi positiva. “Eu sei que foi boa. Raquel foi muito receptiva”, disse.
No dia seguinte, a governadora cumpria agenda no Sertão e confirmou que houve uma ligação, mas não chegou a detalhar o tema tratado. “Eu sou governadora do estado e é natural que eu converse com todos os partidos, com as lideranças políticas. Eu faço isso como um exercício desde sempre”, afirmou Raquel Lyra.
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