Cynara Maíra | Publicado em 17/01/2026, às 08h23 - Atualizado às 08h38
O pré-candidato à Presidência da República e fundador do partido Missão, Renan Santos, afirmou que o atual modelo de assistência social no Brasil retirou a dignidade e o propósito do jovem do Nordeste.
Em entrevista exclusiva ao PodJá neste sábado (17), o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) criticou a gestão do PT e apresentou uma tese sobre o impacto dos programas de transferência de renda na dinâmica familiar da região.
Segundo Renan, as políticas públicas focadas na figura materna deixaram o homem jovem sem papel econômico, sem emprego e vulnerável ao crime organizado.
Renan Santos esteve em agenda por Pernambuco até o dia 15, visitando Caruaru e Garanhuns para estruturar o partido Missão.
O episódio completo com Renan Santos estará disponível neste sábado (17), às 14h, no canal do Jamildo.com no YouTube.
Renan Santos argumentou que o projeto político do PT não inclui o homem jovem, que muitas vezes não consegue se inserir no mercado de trabalho ou construir família. Para o pré-candidato, essa exclusão gera um sentimento de humilhação que ele pretende captar eleitoralmente.
"O homem nordestino está humilhado. Ele não arruma emprego, não consegue empreender, não consegue montar família. Foi arrancada a dignidade do homem nordestino. Eu sou o único que estou falando com esse cara", disparou Renan.
Ele ainda associou esse cenário à violência, afirmando que esse jovem humilhado muitas vezes acaba subjugado por facções criminosas como o Comando Vermelho, que avança na região.
O fundador do MBL também atacou a estrutura econômica de municípios nordestinos que dependem quase exclusivamente de repasses federais e empregos em prefeituras. Para ele, políticos locais e nacionais tratam o eleitor nordestino "como uma criança" para manter o ciclo de dependência.
"Eu não vou tratar as pessoas assim. As pessoas são adultas. O eleitor nordestino é tratado por todo mundo, da elite nordestina ao candidato do Sudeste, como uma criança que só tem direitos e que só tem que pedir", afirmou.
Renan defendeu a emancipação econômica da região através da agricultura organizada e da industrialização, citando o sucesso do oeste baiano e do sul do Maranhão como modelos a serem seguidos, em oposição à manutenção de "municípios fantasmas" sustentados por verbas públicas.
Na segurança pública, Renan propôs o endurecimento radical das leis penais. Ele defendeu a aplicação do "Direito Penal do Inimigo" para integrantes de facções, o que, na prática, retiraria garantias constitucionais de defesa para esses grupos.
"O faccionado é um inimigo, é um invasor. É cana agora e cala a boca, senão morre. É a eliminação física das facções, ou prisão perpétua ou morte em troca de tiro", declarou.
O pré-candidato também mirou adversários na direita. Ele chamou o ex-candidato Pablo Marçal de "picareta" e "vendedor de susto", acusando-o de explorar financeiramente a frustração da geração que não enriqueceu.
Renan também criticou governadores como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (UB), classificando-os como líderes "frágeis" e "submissos" a Jair Bolsonaro.
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