Cynara Maíra | Publicado em 29/06/2026, às 08h12 - Atualizado às 09h00
Com rumores de que haveria uma definição sobre o candidato ao Senado da Federação União Progressista na chapa de Raquel Lyra (PSD) nesta segunda-feira (29), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) afirmou ao Jamildo.com que o tema não está na pauta da reunião e que a situação deve ficar para as convenções partidárias, que começam em 20 de julho.
O líder sertanejo explicou que o edital de convocação do encontro não prevê esse tipo de deliberação e afirmou que as regras internas da própria federação garantem autonomia para as siglas realizeram seus atos eleitorais e indicarem seus candidatos.
Segundo o regimento do bloco, caso surjam divergências entre as agremiações, a palavra final cabe soberanamente à Executiva Nacional, o que impede decisões isoladas no plano estadual. Com essa lógica, a tendência é que a disputa vá para decisão dos líderes nacionais.
"Cada partido pode deliberar da sua maneira pela sua preferência. Nenhum dos partidos tem poder de veto contra o outro", declarou Miguel Coelho ao site. Ele reforçou que continuará articulando suas bases até que a governadora defina o desenho da chapa majoritária.
Especulava-se que a reunião do União Progressista hoje escolheria o deputado Eduardo da Fonte (PP) para representar a federação na chapa de Raquel Lyra ao Senado. Com Miguel e Dudu interessados em disputar a vaga, a relação entre o União Brasil e o Progressistas tem sido marcada por tensões.
Presidentes estaduais das respectivas legendas, tanto Coelho quanto da Fonte querem disputar o Senado, mas com a tendência de que a segunda vaga de Raquel fique com o seu partido, o PSD, só resta um posto.
Como Eduardo da Fonte é presidente estadual da federação e o PP de Pernambuco tem maior representação no Congresso Nacional, o grupo considera que tem mais força para ganhar a corrida contra Miguel, mas o ex-prefeito de Petrolina tem buscado formas de não se deixar vencer.
A disputa ficou mais clara após o União Brasil divulgar uma nota em que defendia a viabilidade de uma candidatura independente de Miguel, o que gerou uma reação de nomes do PP. Correligionários de Dudu defenderam uma escolha coletiva e criticaram o que consideraram projetos individuais.
Além de colar na governadora Raquel Lyra, o político conseguiu apoio de nomes aliados de Lyra na disputa, como o Podemos, o também pré-candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) e endossos de prefeitos, como o líder de Camaragibe, Diego Cabral (PSD).
Em uma disputa tensa, Raquel Lyra deve aguardar maior aproximação das convenções para definir e evitar se indispor com um dos lados.
Victor Marques renova concurso público para saúde do Recife e certame vai até 2028
Raquel Lyra nomeia 2.010 profissionais para rede estadual de ensino
Impasse: Médicos ortopedistas suspendem atendimentos eletivos da Camed Saúde em Pernambuco