Plantão Jamildo.com | Publicado em 08/09/2026, às 17h03
O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou nesta terça-feira (8) que pretende apresentar uma proposta para alterar o nome do Supremo Tribunal Federal (STF) para “Corte Constitucional do Brasil”. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), no Recife.
O encontro faz parte da série Diálogos da Indústria, que reúne candidatos ao Senado por Pernambuco. Além de Mendonça Filho, participam da primeira rodada Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT) e Paulo Rubem Santiago (PSOL). Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) não participaram por conflitos de agenda.
Ao defender a mudança, o candidato afirmou que a denominação atual não refletiria, em sua avaliação, a função constitucional exercida pelo tribunal. “Eu acho até que a gente deveria, e vai ser uma proposta que eu pretendo apresentar, mudar o nome do Supremo Tribunal Federal. Tem que mudar para, sei lá, Corte Constitucional do Brasil, uma coisa que fale de Corte Constitucional”, afirmou.
A declaração ocorreu poucas horas depois de uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A determinação também estabeleceu a abertura de procedimentos investigatórios sobre a elaboração de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, monitoravam autoridades.
Durante a sabatina, Mendonça Filho relacionou a atuação dos Poderes à situação institucional do país e afirmou que o cenário provoca insegurança jurídica com reflexos sobre a economia. “O Brasil hoje vive uma crise institucional séria”, disse.
O candidato também questionou decisões individuais de ministros do Supremo. Como exemplo, citou a decisão que derrubou uma deliberação do Congresso Nacional relacionada ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Se o Congresso derruba o IOF, o Supremo vai lá com uma canetada de um ministro Supremo, desmoraliza quase 400 deputados e passa por cima Alexandre, o Todo-Poderoso, e derruba a decisão monocraticamente”, afirmou.
Na avaliação de Mendonça Filho, o Senado deve ampliar sua atuação na fiscalização das instituições. O candidato disse ainda que, caso eleito, não pretende adotar uma postura de submissão em relação ao STF. “Eu não vou ser senador da República para ficar ajoelhado diante de quem quer que seja, muito menos do ministro do Supremo Tribunal Federal”, declarou.