Jamildo Melo | Publicado em 13/10/2026, às 09h45
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) poderão protagonizar no próximo domingo (18) o primeiro debate direto entre os dois candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
O encontro está previsto na programação da TV Bandeirantes, uma semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A realização do debate com os dois candidatos depende da confirmação de participação de ambos e da definição das regras do encontro.
O debate poderá representar a primeira oportunidade de confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro diante dos eleitores nesta campanha presidencial.
A programação ocorre em uma etapa da campanha marcada pela disputa pelos votos dos candidatos eliminados, pela mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas e pela tentativa de reduzir a rejeição aos concorrentes.
Como tem mostrado o site Jamildo.com, o debate está previsto para ocorrer em um cenário de diferença relativamente pequena nas intenções de voto.
Nos votos totais, o senador aparece com 48%, enquanto o presidente registra 45%. Outros 5% declaram voto branco ou nulo e 2% estão indecisos.
O instituto entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.
O resultado é semelhante ao da pesquisa Datafolha divulgada em 8 de outubro, que também apontou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos e Lula com 48%.
No Datafolha, considerando os votos totais, Flávio registrou 49% e Lula, 45%.
O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.
As pesquisas representam o cenário no período das entrevistas e não constituem previsão do resultado da eleição.
O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, terminou com Flávio Bolsonaro à frente de Lula.
O candidato do PL recebeu 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos.
Lula obteve 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16%.
A diferença foi de 2.224.965 votos, aproximadamente 1,87 ponto percentual.
O resultado levou a eleição ao segundo turno e colocou as campanhas diante da necessidade de conquistar parte dos eleitores que escolheram outros candidatos, além de estimular o comparecimento às urnas.
A abstenção no primeiro turno chegou a 21,08%, equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de eleitores.
O Nordeste continua sendo uma região de maior apoio eleitoral a Lula, enquanto Flávio Bolsonaro registrou desempenho superior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Essa distribuição regional também ajuda a explicar a importância da mobilização territorial das campanhas nas duas últimas semanas da eleição.
Antes do debate da Band, os dois presidenciáveis participarão de entrevistas individuais na TV Globo.
Lula será entrevistado na quinta-feira (15), enquanto Flávio Bolsonaro participará da sabatina na sexta-feira (16).
As entrevistas serão conduzidas pela jornalista Renata Lo Prete, nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.
A Globo também programou um debate para 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno.
A sequência de entrevistas e debates amplia a exposição dos candidatos na televisão durante a reta final da campanha.
A disputa na televisão não ficará restrita aos debates e às entrevistas.
Na propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro deverão concentrar esforços na comparação entre os candidatos, suas trajetórias políticas e propostas de governo.
A rejeição dos dois presidenciáveis é um dos indicadores relevantes nesta fase da eleição.
Na pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira, 51% dos entrevistados declararam rejeição a Lula, enquanto 47% disseram rejeitar Flávio Bolsonaro.
Os números ajudam a contextualizar a disputa pela imagem dos candidatos, embora não permitam concluir, isoladamente, como os eleitores votarão no segundo turno.
Entre os temas que podem aparecer no confronto estão economia, segurança pública, programas sociais, relações entre Executivo e Judiciário e mudanças na legislação trabalhista.
Lula tem defendido o fim da escala de trabalho 6x1, tema em discussão no Congresso Nacional.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem apresentado propostas de mudanças institucionais, incluindo alterações nas regras de mandato e no sistema político.
As diferenças entre os programas e os posicionamentos dos candidatos poderão ser exploradas durante os encontros televisivos.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a sequência de sabatinas, debates e propaganda eleitoral será uma das últimas oportunidades para os eleitores compararem diretamente as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação.
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