Plantão Jamildo.com | Publicado em 11/02/2026, às 12h21
Presidente nacional do PSB, João Campos está a frente do primeiro grande desafio na direção do partido, desde que foi eleito, em maio do ano passado. O prefeito do Recife tomou a frente da negociação para defender a permanência de Geraldo Alckmin como vice-presidente ao se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília na terça-feira (10).
Segundo o próprio prefeito, em coletiva de imprensa após o encontro, o principal assunto da conversa foi a defesa da manutenção de Geraldo Alckmin na chapa de Lula nas eleições deste ano.
João afirmou ter reiterado a posição formal do PSB em favor da manutenção de Alckmin na composição, o que já vem falando publicamente nos últimos dias, inclusive no ato em Salvador, no aniversário do Partido dos Trabalhadores quando afirmou que "não se mexe em time que está ganhando", O vice-presidente se filiou ao partido em 2022 para integrar a chapa presidencial e, desde então, é tratado pela legenda como peça estratégica na aliança nacional com o PT.
Reeleito no Recife com 78% dos votos, João Campos é apontado em pesquisas como um dos nomes na disputa pelo Governo de Pernambuco e principal opositor da incumbente, a governadora Raquel Lyra (PSD), cujo partido tem três pré-candidatos à eleição presidencial. Enquanto o prefeito sinaliza alinhamento com Lula e espera o apoio do presidente em sua candidatura, Raquel tem indicado possibilidade de apoio ao petista, mas defende que o presidente mantenha neutralidade na disputa local.
A reunião ocorreu poucos dias após Lula admitir, pela primeira vez, a hipótese de Alckmin não integrar a chapa na eleição deste ano. Em entrevista recente ao UOL, o presidente afirmou que o vice tem “um papel a cumprir em São Paulo”, indicando que o cenário paulista será considerado nas definições eleitorais.
No mesmo dia do encontro com João Campos, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou que, na avaliação do partido, Alckmin poderá disputar “o cargo que desejar” neste ano.
Lula tem ampliado as conversas sobre a sucessão em São Paulo, incluindo tratativas sobre candidaturas ao governo estadual e ao Senado. Publicamente, o presidente já afirmou que pretende dialogar com nomes como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que também deve se filiar ao PSB, além do próprio Alckmin, nas articulações sobre o cenário paulista.