João Campos reforça parceria com Lula e relaciona Raquel à direita em agendas de último dia para participar de inaugurações

Cynara Maíra | Publicado em 04/07/2026, às 09h46 - Atualizado às 10h57

João Campos fez uma série de agenda na sexta (03) - Edson Holanda
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No último dia que pré-candidatos podem participar de eventos públicos como inaugurações, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), participou de diversas entregas vinculadas com o presidente Lula (PT).

O pré-candidato cumpriu uma maratona de agendas na área de saúde na Zona da Mata Sul e no Agreste Meridional.

Em Vitória de Santo Antão, o socialista participou da assinatura de uma ordem de serviço para construir uma policlínica regional, projeto que conta com verbas do Governo Federal em parceria com o prefeito Paulo Roberto Arruda (MDB).

Durante esses atos no interior, João Campos elevou o tom das críticas contra o Palácio do Campo das Princesas.

Ainda em Vitória de Santo Antão,  ele lamentou a escassez de repasses estaduais para a saúde e relembrou a construção do Hospital da Criança no Recife, obra que a prefeitura realizou sem recursos do governo estadual.

O socialista também utilizou o andamento da Ferrovia Transnordestina para apontar falta de força política na gestão atual. Ele criticou o fato de Pernambuco inaugurar um museu ferroviário enquanto o Ceará entregou 100 quilômetros de trilhos novos. Campos prometeu que, caso vença a eleição, vai pleitear a transferência da responsabilidade da ferrovia para o controle do estado.

Em Caetés, Campos acompanhou o prefeito Tirri (Republicanos) na inauguração da Casa Azul, espaço que atende pessoas com autismo.

Na cidade de Garanhuns, ao lado do prefeito Sivaldo Albino (PSB), ele participou da entrega do Hospital de Amor. O Sistema Único de Saúde (SUS) financia integralmente os serviços da unidade oncológica por meio de repasses federais. Durante o ato no Agreste, o presidente Lula telefonou diretamente para João Campos. O chefe do Executivo federal solicitou um registro fotográfico ao lado do quadro de dona Lindu, mãe do petista, evidenciando o alinhamento entre ambos.

Na capital, o ex-prefeito comandou a plenária do movimento Chega Junto Pernambuco no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste. O ato contou com a presença de Victor Marques e de lideranças do PT, como o senador Humberto Costa e o deputado Carlos Veras. No palanque, João Campos cobrou clareza ideológica de seus adversários.

João Campos se apoiou em entregas de aliados e de Lula para continuar em inaugurações após renúncias

Ex-prefeito desde o começo de abril, João tem participado de entregas no Recife ao lado do ex-vice e agora prefeito Victor Marques (PCdoB) e lançamentos do Governo Lula em Pernambuco.

A ideia seria tanto conectar a imagem do petista ao seu quanto se manter presente e diminuir a desvantagem contra Raquel na presença de agendas públicas. Como a Justiça Eleitoral exige que prefeitos renunciem seis meses antes das eleições, João perdeu três meses de acesso à máquina municipal, enquanto a gestora poderia continuar a fazer entregas até sexta-feira (03).

João quer relacionar Raquel Lyra ao bolsonarismo

Aliados de João Campos afirmam que uma das estratégias do político será vincular a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD) ao bolsonarismo, que é minoria em Pernambuco.

A ideia seria diminuir a força do voto Luquel. Como Lula tem a maioria do eleitorado no estado, qualquer um dos candidatos ao Governo de Pernambuco precisará de votos daqueles que pretendem votar no petista. Como o partido de Raquel não estará nacionalmente vinculado com o presidente, a governadora tem a desvantagem nesse quesito. Apesar disso, a tendência é que Raquel tente agregar os espectros e reforçar a lógica de palanque duplo não-oficial de Lula, com reforço de Túlio Gadelha (PSD).

Nas declarações dadas durante a plenária do Recife, João Campos intensificou as críticas aos acordos da governadora com o partido de Ronaldo Caiado (PSD) e com membros da legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O pré-candidato argumentou que tais alianças reúnem potenciais concorrentes de Lula nas próximas eleições. Segundo o socialista, o eleitor não deve confiar em projetos políticos que escondem seus aliados e evitam tomar um lado claro na disputa nacional.

João Campos eleição 2026

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