Plantão Jamildo.com | Publicado em 18/09/2026, às 13h30
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou nesta sexta-feira (18) que ainda não há data definida para uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estado durante a reta final da campanha. Segundo o socialista, a agenda presidencial está sendo organizada, mas Lula ainda deverá concentrar compromissos no Sudeste e cumprir compromissos internacionais antes de uma eventual passagem por Pernambuco.
João falou sobre a possível vinda do presidente durante encontro com trabalhadores do setor metalúrgico, realizado no Sindicato dos Metalúrgicos, no Recife. O candidato destacou a participação de Lula em sua campanha e disse que a presença do presidente no Estado ainda depende da definição da agenda.
“Não tem data confirmada da vinda do presidente. Eu sempre disse que estava muito feliz com o apoio dele, com a participação que ele tem feito nos ajudando desde a articulação política, se posicionando publicamente, declarando apoio, gravando vídeo, estando presente com a gente. E a gente está fechando a agenda dele nessa reta final”, afirmou.
Segundo João, a indefinição ocorre também porque Lula deverá dedicar mais tempo às agendas no Sudeste, onde há disputas eleitorais que, segundo o candidato, exigem maior presença do presidente. Ele ainda mencionou a participação de Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre os compromissos internacionais previstos.
“Ele vai precisar intensificar as agendas ainda no Sudeste, vai ter a agenda internacional, mas não tem data confirmada. Mas essa dificuldade é por conta do Sul e Sudeste? Ele está botando muita energia e é correto fazer isso nos colégios eleitorais onde tem uma diferença grande”, declarou.
Durante o mesmo encontro, João Campos também defendeu o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal nesta semana. Com a correção, o valor mínimo pago às famílias passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, por sua vez, deve subir de R$ 675 para R$ 777. A atualização corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026 e começa a produzir efeitos financeiros em outubro.
O reajuste passou a ser questionado na Justiça Eleitoral por integrantes da oposição. Na quinta-feira (17), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou uma ação apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), mas sem analisar o mérito do pedido. A decisão considerou que o parlamentar não tinha legitimidade para apresentar a ação contra um candidato à Presidência por se tratar de disputas eleitorais em circunscrições diferentes.
Outra ação, apresentada pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão), foi distribuída a Mendonça e ainda tramita na Justiça Eleitoral.
Sem citar nominalmente os autores das ações, João criticou a iniciativa de contestar o aumento do benefício e relacionou o reajuste às despesas básicas das famílias que recebem o programa. “O empresário fez, entrou na Justiça contra o aumento do Bolsa Família. Isso deixa claro que a eleição só tem dois lados, no Brasil e em Pernambuco. Tem um lado, que é o nosso lado, que defende o pequeno povo, trabalhador, quem está lutando, e do outro lado quem defende os grandes”, afirmou.
Na sequência, o candidato questionou a decisão de recorrer à Justiça contra o reajuste.“Como é que você entra na Justiça contra o aumento do Bolsa Família? Sabe por quê? Porque ele não tem noção do que é isso. Não tem noção, nunca passou, não precisa, não sabe o que é fazer uma feira, não quer faltar o leite do menino, não quer precisar para comprar o medicamento”, disse.
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