João Campos condena cartazes contra Raquel Lyra e pede investigação sobre autoria

Plantão Jamildo.com | Publicado em 31/08/2026, às 14h56

- Foto: Edson Holanda
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O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a se manifestar nesta segunda-feira (31) sobre os cartazes apócrifos com ataques à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). O material foi afixado em pontos do Centro do Recife no domingo (30).

Após participar de um compromisso de campanha no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, João falou pela primeira vez sobre o episódio diretamente à imprensa. Antes, havia publicado um vídeo nas redes sociais condenando as agressões.

O candidato afirmou que ataques contra qualquer concorrente devem ser investigados e disse que a Frente Popular de Pernambuco, sua coligação, acionou a Justiça Eleitoral para tentar identificar os responsáveis pela produção e pela distribuição dos cartazes.

Frente Popular acionou Justiça Eleitoral

Segundo João Campos, a Frente Popular também apresentou uma ação contra adversários políticos que, de acordo com ele, tentaram associar o episódio ao PSB ou a integrantes de seu grupo político.

“De forma imediata, a Frente Popular de Pernambuco entrou na Justiça Eleitoral, pedindo uma investigação para saber quem fez a colagem deste panfleto no Centro do Recife. Da mesma forma, entramos contra os adversários políticos que queriam fazer ilações, dizendo que isso teria relação comigo ou com aliados meus”, afirmou.

João disse ainda que considera crime a produção e a afixação do material e cobrou uma apuração pelas autoridades responsáveis.

“Só tenho a certeza de que quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso, e a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente, urgente. A Justiça, a polícia, o Ministério Público precisam urgentemente esclarecer o que é isso. Quem fez isso praticou um crime. Não tem conversa. E eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. Isso é inadmissível”, declarou.

Decisão contra associação do PSB

O candidato também mencionou a decisão da Justiça Eleitoral que determinou, no domingo, a retirada de publicações que atribuíam ao PSB a autoria dos cartazes.

João afirmou que pretende buscar também a responsabilização na esfera criminal de quem estiver envolvido na produção ou divulgação do material. “Vamos atrás da justiça criminal para responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso”, acrescentou.

Ataques mencionaram marido de Raquel

Durante a declaração, João Campos destacou ainda o conteúdo das agressões dirigidas a Raquel Lyra, especialmente as referências ao marido da governadora, Fernando Lucena, que morreu em 2 de outubro de 2022, data do primeiro turno das eleições daquele ano.

João relacionou o episódio à própria experiência familiar com a morte do pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014. “Perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política e muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio”, afirmou.

Ao final, o candidato voltou a defender uma investigação para identificar os responsáveis pelos cartazes e classificou as agressões como incompatíveis com a disputa eleitoral. “É inaceitável contra mim, contra qualquer candidatura. Não se pode passar por isso. É preciso uma investigação rigorosa e dizer quem fez isso, porque quem fez isso não tem outro nome, é um criminoso. Crime”, disse.

João Campos Eleições 2026