Governo Raquel Lyra alega teor eleitoreiro em pedido de impeachment contra Priscila Krause e defende vice-governadora

Cynara Maíra | Publicado em 21/08/2026, às 07h57 - Atualizado às 08h20

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Após a repercussão do pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) protocolado por deputados da Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Governo de Pernambuco se pronunciou sobre o caso. 

Em nota ao site Jamildo.com ainda na quinta-feira (20), o Governo de Pernambuco na gestão Raquel Lyra (PSD) classificou como um ato de caráter político-eleitoral para enfraquecer a vice da governadora e levantar questionamentos sobre a gestão estadual. 

O Governo de Pernambuco negou as acusações sobre suposto favorecimento à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. O marido de Priscila é um dos sócios do espaço. 

Segundo a nota oficial, Priscila Krause não faz parte do quadro societário da unidade médica, que presta serviços complementares à rede pública estadual há 55 anos, ao longo de 16 administrações governamentais.

O grupo cita que, ao analisar o relatório final do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) apontou que as inconsistências documentais identificadas equivalem a 1,4% do montante avaliado. No caso dos tratamentos de hemodiálise, os auditores contestaram a documentação de 90 procedimentos entre cerca de 150 mil sessões periciadas, índice correspondente a 0,06% do total.

O Executivo estadual também relembrou uma manifestação técnica do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) de 2024. No documento, o tribunal descartou irregularidades na contratação ao indicar que os fatos apurados não configuram impedimento legal e pontuou que os acordos com o hospital já ocorriam em gestões passadas sob valores semelhantes.

Entenda pedido de impeachment contra Priscila Krause

Os deputados estaduais Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes, todos do PSB, protocolaram na quinta-feira (20) um pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause. 

O motivo para o pedido de impedimento seria um possível conflito de interesses nas ações do Governo na distribuição de recursos para hospitais parceiros, já que uma das unidades beneficiadas teria como administradora o empresário Jorge Branco, marido da vice-governadora. 

A representação sustenta que Priscila teria autorizado cerca de R$ 200 milhões em orçamento durante períodos em que assumiu interinamente o Palácio do Campo das Princesas, entre 2024 e 2025. O grupo cita como prova uma auditoria do Ministério da Saúde que analisou R$ 55,8 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) para leitos de UTI, oncologia e hemodiálise.

Raquel Lyra critica ação da oposição e discursa em defesa de Priscila

No mesmo dia, durante ato político com apoiadores no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, a governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu publicamente a companheira de chapa.

Ao discursar em cima de um trio elétrico ao lado dos candidatos Túlio Gadêlha (PSD), Daniel Coelho (PSD) e Miguel Coelho (UB), a gestora rebateu a investida da oposição socialista.

"Tem gente que fala em democracia, mas quer ganhar no tapetão. A gente se encontra na urna, com a vontade livre do povo", declarou a governadora.

Raquel também rejeitou a polarização partidária na disputa pelo governo estadual e afirmou que sua gestão responderá às críticas com trabalho. "Querem nos dividir em torno de cores de bandeira e de partido. A cada ato de violência, uma entrega do Governo de Pernambuco", completou a candidata à reeleição.

priscila krause

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