Fred Ferreira repudia Marcha da Maconha e diz que evento incentiva uso de drogas

Plantão Jamildo.com | Publicado em 10/11/2025, às 16h53

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Vereador Fred Ferreira (PL) voltou a criticar a realização da Marcha da Maconha, ocorrida no último sábado (8), no Recife, em sessão plenária na Câmara do Recife. Da tribuna, o parlamentar reafirmou seu posicionamento contrário à legalização das drogas e disse considerar o evento um incentivo ao consumo da substância.

“Todos os anos eu subo aqui na tribuna para repudiar a Marcha da Maconha que acontece na cidade do Recife. Infelizmente, o que aconteceu no Rio de Janeiro é isso — tudo tem um início, e a maconha é a porta de entrada para drogas ainda mais perigosas”, afirmou.

Fred também criticou manifestações favoráveis à legalização, mencionando declarações de parlamentares de outras regiões do país. “Não venham querer dizer que a maconha é algo como vender algodão ou feijão, como falou uma vereadora do PSOL do Sul do país. Isso é um absurdo”, declarou.

O vereador acrescentou que, neste ano, a marcha teria reunido menos participantes, o que, segundo ele, indica maior conscientização social sobre o tema. “Graças a Deus, vimos menos pessoas do que nos anos passados. Continuarei defendendo a vida, a família e os valores que sustentam a nossa sociedade”, disse.

18ª Marcha da Maconha no Recife

Desde 2011, a Marcha da Maconha acontece no Recife. O tema deste ano, “Fumo de negro, lucro de branco”, tem como objetivo discutir o caráter histórico e racial da criminalização da cannabis no Brasil.

O ato, que é parte da Global Marijuana March, reúne movimentos sociais, coletivos culturais e representantes de partidos políticos em defesa da legalização da maconha, da mudança nas políticas de drogas e do fim da criminalização dos usuários.

A marcha é reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como manifestação legítima pela liberdade de expressão.

Durante a concentração, acontece performances artísticas, distribuição de materiais informativos, kits de redução de danos e falas políticas de apoio à causa.

Segundo Raphael Esteves, integrante do coletivo da Marcha da Maconha do Recife, o evento denuncia a "ineficácia das políticas proibicionistas" e o "impacto da guerra às drogas sobre a juventude negra".

"Historicamente no Brasil o Estado criminaliza certos grupos sociais através de sua cultura, seus hábitos e a proibição da maconha faz parte disso. Estamos em 2025 e vemos o lado mais extremo dessa política acontecendo nas favelas, como no Rio de Janeiro semana passada, enquanto a maior operação contra o crime organizado ocorreu na Faria Lima, em São Paulo, sem derramar uma gota de sangue”, afirmou Esteves.

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