Cynara Maíra | Publicado em 14/04/2026, às 12h17 - Atualizado às 13h05
Tanto o vereador Eduardo Moura (Novo) quanto o deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) registraram boletins de ocorrência nesta terça-feira (14).
O Jamildo.com teve acesso ao documento solicitado por Moura, que detalha uma denúncia de crime de ameaça consumada ocorrido durante a sessão ordinária na Câmara Municipal do Recife. A assessoria de Romero também informou ao site que abriu um BO contra o vereador.
A troca de entradas na Polícia ocorreu após Eduardo e Romero discutirem no meio da Câmara do Recife, quase chegando à violência física e levando à suspensão temporária dos trabalhos.
O vereador divulgou conversas anteriores em seu celular para imprensa.
No material divulgado para imprensa, Eduardo Moura apresentou prints de conversas no Whatsapp com Romero pouco antes do início da sessão.
O deputado afirmou que o vereador estava "cego pelo ódio" e que agia por "perseguição a João Campos (PSB)". Albuquerque também escreveu que o prefeito é seu amigo e que não precisou de escalação para defendê-lo, agindo de forma voluntária.
O ponto que Eduardo alega ser uma ameaça seria o momento em que Romero afirmou que não teria problemas em enfrentar o vereador e utilizou a expressão "do pescoço pra baixo é canela".
O deputado enviou novas mensagens após o incidente no plenário dizendo que ia apenas cumprimentar o vereador Zé Neto e chamando a atitude de Moura de "teatro". Albuquerque questionou por que o vereador mencionou seus filhos, de 2 e 3 anos, e sua esposa durante o pronunciamento na Casa José Mariano.
Em nota oficial, a equipe de Romero Albuquerque lamentou o episódio, mas afirmou que o deputado não poderia deixar de responder com "firmeza" às falas de Moura. A defesa do parlamentar sustenta que o vereador utiliza a narrativa de fiscalização para humilhar servidores e protagonizar espetáculos. De acordo com a nota, o vereador partiu para ataques pessoais ao ser confrontado com fatos sobre a gestão da saúde infantil.
O incidente ocorreu durante o pequeno expediente, no momento em que Eduardo Moura discursava na tribuna sobre uma suposta perseguição política do PSB em Pernambuco.
O vereador citou ter recebido mensagens de teor intimidador enviadas por Romero Albuquerque em seu celular e chamou o deputado de "palhaço". O parlamentar estadual, que acompanhava a sessão, entrou na área de fala do plenário e ambos começaram a brigar.
A Mesa Diretora precisou intervir para conter o avanço. Moura declarou que avalia levar o caso ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
O presidente em exercício da Casa, vereador Zé Neto (PSB), pediu desculpas a Eduardo Moura e classificou a invasão da tribuna como "inadmissível", afirmando que a instituição adotará providências.
Segundo o registro policial, o deputado teria adotado postura agressiva e proferido ameaças.
Em nota oficial, a equipe de Romero Albuquerque lamentou o episódio, mas afirmou que o deputado não poderia deixar de responder com "firmeza" às falas de Moura. A defesa do deputado sustenta que o vereador utiliza a narrativa de fiscalização para humilhar servidores e protagonizar espetáculos.
De acordo com a nota, o vereador partiu para ataques pessoais ao ser confrontado com fatos sobre a gestão da saúde infantil. Isso porque Eduardo Moura postou uma notícia de 2022 de quando Romero teria batido em um homem que teria agredido um cachorro.
O embate entre os políticos se intensificou após fiscalizações de Eduardo Moura no Hospital da Criança do Recife. O vereador denunciou possíveis falhas no atendimento após a morte de um menino de oito anos na unidade.
Em resposta, Romero Albuquerque publicou um vídeo em frente ao hospital acusando o parlamentar do Novo de fazer "uso político" da tragédia e de ser "irresponsável" em suas declarações.