Cynara Maíra | Publicado em 17/07/2026, às 10h52 - Atualizado às 11h26
Na quarta-feira (15), a deputada federal Maria Arraes (PSB) anunciou que não disputará uma reeleição na Câmara dos Deputados e tentará uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Em um vídeo explicando o caso, a irmã da ex-deputada Marília Arraes (PDT) alegou que o motivo seria a expansão do bolsonarismo no estado.
No vídeo, a parlamentar apresentou um balanço do mandato em Brasília, citando a sanção de cinco leis, a aprovação de dezenas de projetos e a inclusão de duas vacinas no SUS.
Maria Arraes justificou a mudança para a disputa estadual com críticas aos indicadores de segurança e à atual administração local.
"O bolsonarismo se instalou aqui. E como todo mundo sabe, onde tem bolsonarismo, tem desmonte. Pernambuco batendo recorde de violência, feminicídio virando rotina nas notícias", afirmou a deputada, complementando que não pretendia mais "assistir, lá de Brasília, nosso Estado ser destruído".
A possibilidade de que Maria saísse como candidata a deputada estadual já era ventilada desde o ano passado, primeiro como uma forma de retirar Marília Arraes da disputa pelo Senado, segundo após Maria se filiar ao PSB, um partido com uma lista grande de pré-candidatos a deputado federal e o puxador de voto de perfil semelhante, o primo Pedro Campos.
Durante sua filiação em março de 2026, Maria Arraes já tinha declarado que "A missão que João [Campos] me der, estou disposta a cumprir", em uma antecipação das possíveis articulações que já ocorriam nos bastidores. Ela já tinha declarado que seu destino seria definido mais próximo das convenções.
A convenção do PSB ocorrerá em pouco mais de duas semanas, entre os dia 1º e 2º de agosto. Uma convenção partidária é uma reunião formal em que filiados debatem assuntos internos. No ano eleitoral essa é a última etapa para definir os candidatos da legenda em cada vaga.
Essa é uma etapa do calendário eleitoral brasileiro como o prazo para que o partido decida, de forma organizada e registrada, quem serão seus nomes na disputa e com quais legendas poderá se unir em coligações nas eleições majoritárias. Depois desse período, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberá essas informações para homologar o registro de candidatura.
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