Otávio Gaudêncio | Publicado em 06/10/2026, às 11h05
Durante reunião com aliados políticos em Brasília, na segunda-feira (5), o presidente Lula (PT) destacou que deve trabalhar a campanha eleitoral para reverter votos dos indecisos para uma possível virada contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
O grupo de eleitores, formado por votantes em branco/nulo e por pessoas que não compareceram às seções eleitoriais, corresponde a 25,85% do eleitorado do país e a cerca de 39.444.291 (trinta e nove milhões, quatrocentos e quarenta e quatro mil e duzentos e noventa e um) eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro ocupou o posto de candidato mais votado no primeiro turno com 47,03% dos votos válidos (56.104.503) e Lula ficou na segunda posição com 45,16% da votação (53.879.538).
Ao relembrar eleições passadas, como a disputada com Fernando Collor, em 1989, o presidente pontuou que a fatia de neutros diminuiu, mas direcionou questionamentos à grande parcela de eleitores que não votaram.
"O que aconteceu com essas pessoas? [...] Eles não gostam dos candidatos? Porque, se fosse assim, teria surgido uma 3ª via, e não surgiu [...] Possivelmente, tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para eles de participar do processo eleitoral", discursou.
Na mesma reunião, o presidente falou sobre ir aos debates presidenciais. "Agora é importante ter debate na televisão, porque, agora, é tête-à-tête, agora é um contra um", afirmou, repetindo parte da justificativa das ausências aos momentos no primeiro turno.
Em paralelo à movimentação petista, Flávio Bolsonaro articula com candidatos de perfis semelhantes que ficaram abaixo nas pesquisas.
O senador já recebeu apoio de Romeu Zema (Novo) na segunda-feira (5) e, segundo apuração do SBT News, vai ao Goiás nesta terça-feira (6) para receber apoio de Ronaldo Caiado (PSD).
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