Cynara Maíra | Publicado em 15/07/2026, às 08h10 - Atualizado às 09h37
Além das intenções de voto na disputa pela Presidência da República, a pesquisa Quaest desta quarta-feira (15) mostra que a aprovação de Lula conseguiu ultrapassar numericamente a desaprovação pela primeira vez desde o ano passado.
Ao oscilar um ponto percentual, Lula chegou em 48% de aprovação e 47% de desaprovação.
A principal mudança é entre os independentes. A aprovação ao presidente nessa categoria subiu de 41 para 45 e oscilou de 47 para 45 em desaprovação. 10% não soube ou não respondeu.
Lula também oscilou positivamente em um ponto entre a esquerda não lulista e a direita não bolsonarista. O único grupo em que a desaprovação aumentou foi para os bolsonaristas, que oscilaram 2 pontos para cima.
Entre as regiões, a alteração ocorreu no Sul, onde houve uma queda de 5 pontos na desaprovação de Lula e uma subida de 4 pontos na aprovação. Os indecisos oscilaram um ponto na região. Também houve uma oscilação de um ponto no Sudeste e de dois pontos na aprovação no Centro-Oeste/Norte.
Na avaliação do Governo, a visão positiva e negativa estão empatadas numericamente, com 36% cada; 26% do eleitorado vê a gestão de Lula como regular.
Apesar da melhora nos índices, o caso da investigação do então líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) no caso do Banco Master gerou uma percepção negativa no eleitorado.
Para 61% dos entrevistados, o senador agiu de forma errada no caso, contra apenas 11% que avaliam que não houve irregularidades.
Mesmo entre os eleitores independentes, grupo que se mostrou menos crítico ao senador, a maioria de 53% acredita que Jaques Wagner errou. A repercussão do caso atinge diretamente o Palácio do Planalto, pois 43% dos brasileiros consideram o episódio uma questão institucional do governo Lula, contra 35% que o classificam como um assunto estritamente pessoal do parlamentar.
Além disso, 37% dos ouvidos avaliam que as investigações impactam muito negativamente a campanha de reeleição de Lula, e outros 25% acreditam que o desgaste existe, mas em menor intensidade. Sobre o desgaste político geral do caso Master, metade da população (50%) avalia que o episódio afeta negativamente todos os atores políticos envolvidos.
O que poderia explicar a melhoria dos índices de Lula apesar do caso seria a questão das pautas econômicas, como o debate sobre a escala 6x1 e o programa Desenrola Brasil 2.0. A pesquisa mostra que 69% dos brasileiros apoiam o fim da escala de trabalho 6x1, uma proposta que conta com simpatia da base aliada do governo, enquanto 22% se declaram contra a mudança.
A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Pesquisa Quaest mostra estabilidade na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, com oscilação positiva do petista
TCU avalia volta de recursos para trecho da Transnordestina em Pernambuco nesta quarta-feira (15)
João Campos é homenageado em Araçoiaba e recebe seu 6º título de cidadão em Pernambuco