Alepe nega fechamento para evitar ato de produtores e diz que suspensão foi por conta da chuva

Plantão Jamildo.com | Publicado em 07/04/2026, às 17h58

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco - DIVULGAÇÃO
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) divulgou nota nesta terça-feira (7) para esclarecer a suspensão das atividades presenciais na Casa e rebater críticas relacionadas ao atendimento ao setor sucroalcooleiro.

Segundo o comunicado, a decisão de interromper o funcionamento interno ocorreu em razão do volume de chuvas registrado nas últimas 24 horas e da previsão de continuidade das precipitações, conforme informações de órgãos de meteorologia. A medida foi adotada de forma excepcional, com o objetivo de preservar a integridade de servidores, que passaram a atuar em regime remoto.

A Assembleia destacou que a suspensão acompanhou decisões semelhantes adotadas por outras instituições públicas e privadas. Entre elas, a rede estadual de ensino e redes municipais de cidades como Recife, Olinda, Paulista, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, além de universidades como Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal Rural de Pernambuco e Instituto Federal de Pernambuco, que também interromperam atividades presenciais.

Órgãos como o Ministério Público de Pernambuco, o Tribunal de Contas do Estado, a Defensoria Pública e o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região adotaram o mesmo protocolo.

No texto, a Alepe afirma que mantém histórico de diálogo com diferentes segmentos e nega ter deixado de atender representantes do setor sucroalcooleiro. De acordo com a Casa, integrantes do segmento foram recebidos em três ocasiões apenas neste ano.

A nota também contesta declarações de lideranças políticas e representantes do movimento que apontaram possível fechamento deliberado da Assembleia para evitar a mobilização realizada em frente ao prédio. A instituição classificou as afirmações como “insinuação leviana e irresponsável”.

Ainda segundo o comunicado, a suspensão das atividades presenciais não teve relação com a manifestação e não reflete a postura institucional da Casa. A Assembleia ressaltou que a decisão não teria respaldo do presidente, o deputado Álvaro Porto, caso tivesse outro fundamento.

Por fim, a Alepe reafirmou a disposição para manter o diálogo com o setor sucroalcooleiro e com demais segmentos da sociedade, destacando que a adoção do trabalho remoto ocorreu exclusivamente em função das condições climáticas.

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