Acordo nacional pressiona desistência de Ivan Moraes, que reafirma seu nome ao Governo de Pernambuco

Cynara Maíra/Plantão Jamildo.com | Publicado em 15/08/2026, às 08h30 - Atualizado às 08h45

- Sérgio Gaspar/Ivan Moraes
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Uma fonte nacional afirmou ao site Jamildo.com que o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) deve desistir da disputa ao Governo de Pernambuco após pressões de grupos nacionais do PSOL junto ao PSB. Procurado pela reportagem, Ivan negou a desistência, reafirmou a candidatura e rejeitou antecipar o que seria discutido na coletiva do PSOL marcada para esta noite.

Uma fonte nacional afirmou categoricamente ao site que Ivan desistiria por pressão das lideranças nacionais. A declaração ocorreu ainda na noite de sexta-feira (14), mesmo dia em que o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) esteve em Pernambuco. Boulos e Ivan não foram vistos juntos, mas o ex-ministro defendeu o direito do ex-vereador disputar a eleição ao Governo de Pernambuco.

O candidato pela federação PSOL-Rede anunciou para este sábado às 19h uma coletiva de imprensa para falar sobre o futuro de sua candidatura, sem citar o tema do encontro.

A fonte nacional indica que a pressão não teria vínculo pessoal com Ivan Moraes, mas sim com uma articulação nacional entre a federação PSOL-REDE e o PSB para eleger senadoras competitivas dos partidos federados alinhadas ao presidente Lula (PT). Seriam os casos da ex-ministra Marina Silva (Rede) e a ex-deputada federal Manuela D'ávila (PSOL) que estão em coligação com o PSB nos respectivos estados.

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) teria seguido as tratativas antes mesmo da convenção do PSOL em Pernambuco, na convenção petista em São Paulo.

Apesar de Ivan Moraes pontuar na faixa dos 3% na maioria das pesquisas, a fonte ouvida pelo Jamildo.com indica que os índices poderiam ser o diferencial para disputa acirrada entre João Campos e Raquel Lyra (PSD). Como, em uma eventual saída de Ivan, haveria apenas dois candidatos com tempo de televisão, seria provável que a disputa poderia terminar em primeiro turno.

Numa eleição acirrada e polarizada, que deve ser decidida já no primeiro turno, os 2% de Ivan devem ir para João Campos e fazer toda a diferença”, afirmou em off.

Segundo apurou o site, João Campos não teria participado da negociação, mas se beneficiaria diretamente com a mudança.

Apesar de não haver dados estatísticos robustos, item semelhante ocorreu com o eleitorado que pretendia votar em Eduardo Moura (Novo). Mesmo que não chegasse aos dois dígitos de intenções de votos, a maioria dos eleitores que pretendiam votar no vereador ao governo migraram para a governadora, que passou a ter uma melhora nos índices após a indicação de Moura para a Câmara dos Deputados.

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