Cynara Maíra | Publicado em 18/07/2026, às 10h33 - Atualizado às 11h37
O ex-ministro dos Portos e Aeroportos e deputado federal, Silvio Costa Filho (Republicanos) criticou a governadora Raquel Lyra (PSD) ao alfinetar a gestora após o prefeito de Riacho das Almas, Dió Filho (PSD), romper a aliança com o líder do Republicanos em Pernambuco.
Segundo Silvinho, Raquel teria coagido o prefeito para que se afastasse do Republicanos e não fizesse campanha para o republicano. O deputado e seu partido fizeram parte da coligação de Dió nas eleições de 2024. O prefeito já estava em um partido alinhado com a governadora e migrou para o PSD na grande leva de gestores do PSDB que saíram após o diretório nacional colocar Álvaro Porto como presidente interino do partido.
Com o rompimento, o prefeito fará campanha para reeleição de Guilherme Uchôa Jr. (PSD) em vez de angariar votos para Silvio.
Ao dizer que foi traído pelo prefeito da cidade, Silvio Costa Filho afirmou que Raquel guarda mágoa porque não conseguiu captá-lo para o seu lado.
A declaração em entrevista para Rádio Cultura, o parlamentar disse que "A mágoa dela [Raquel] efetivamente é porque ela não conseguiu me comprar com orçamento, com secretarias, com cargos comissionados, com emendas parlamentares".
O dirigente do Republicanos também aproveitou para cobrar coerência ideológica nacional da governadora, ao sugerir que ela declare apoio formal ao presidente Lula (PT).
Apesar de já ter feito críticas para gestão de Raquel Lyra em diversos momentos, como ministro, Silvio Costa Filho tinha uma boa relação com a governadora, com especulações de que ele conversado com a gestora para mudar de lado, caso não fosse contemplado na chapa de João.
Durante a decisão da chapa de João Campos (PSB) para eleição de 2026, Silvinho, Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT) e Miguel Coelho (União Brasil) postulavam as duas vagas ao Senado. Pouco antes do socialista anunciar Marília e Humberto no Senado e Carlos Costa (Republicanos) para vice, especulava-se que Raquel tentava trazer para o seu lado Marília Arraes e Silvio para serem seus nomes ao Senado. Marília chegou a admitir que conversou com a governadora.
Para evitar perdas, João fez uma composição que beneficiasse a prima Arraes e o ex-ministro dos Portos, colocando o irmão do político na vice.