7/9: Candidatos à presidência da direita organizam três atos contra STF e Alexandre de Moraes

Plantão Jamildo.com | Publicado em 07/09/2026, às 08h03

Bandeira dos Estados Unidos na Av. Paulista durante 7 de setembro, dia da Independência do Brasil - REPRODUÇÃO
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Os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) participarão nesta segunda-feira (7) de manifestações de 7 de Setembro em São Paulo. Os três atos terão como um dos principais temas críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A programação divide o campo da direita em três manifestações na capital paulista. Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para um ato na avenida Paulista, às 15h, com o mote "Fora Lula e fora Moraes". O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também é esperado no evento, assim como outras lideranças e candidatos do PL.

A participação de Michelle Bolsonaro, no entanto, ainda é incerta. Segundo a assessoria da ex-primeira-dama, ela aguarda uma decisão de Moraes sobre o pedido para que familiares possam permanecer com Jair Bolsonaro em casa. Michelle não participou da convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio, em julho, nem do lançamento oficial da campanha do enteado, realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Zema fará uma caminhada na avenida Paulista pela manhã, às 9h20. Em comunicado divulgado por sua campanha, o governador afirmou que o ato não pertence exclusivamente a ele ou ao Novo. "Essa manifestação não é minha, nem do Partido Novo, mas de todos aqueles que estão indignados com esses intocáveis lá de Brasília. Comigo, isso acaba", declarou.

Renan Santos marcou para as 11h um protesto no Obelisco do Ibirapuera, na zona sul da capital. O ato terá como alvo o STF e os chamados "traidores da nação". O candidato do Missão tem feito críticas aos ministros da Corte durante entrevistas e já afirmou que, se eleito, não pretende cumprir decisões judiciais que considerar ilegais.

Crise entre ministros do STF repercute nas manifestações

Os atos ocorrem em um momento de tensão envolvendo ministros do Supremo. Na semana passada, André Mendonça tornou público um relatório que expôs mensagens relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-banqueiro.

Segundo o documento, em novembro de 2025, Vorcaro teria consultado Moraes sobre a possibilidade de ser preso e sobre a necessidade de deixar o país. Em uma das mensagens, escreveu: "Acha que segunda já tenho que estar fora?".

Na véspera da prisão, o empresário voltou a questionar o ministro. "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?", perguntou em 16 de novembro, quando a ordem de prisão ainda não havia sido assinada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Não foi possível determinar o conteúdo das respostas de Moraes. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro e o ministro trocavam conteúdos em modo de visualização única, por meio de capturas de tela de textos escritos no aplicativo de notas do celular. Dessa forma, segundo a investigação, apenas as imagens enviadas pelo empresário foram preservadas.

A divulgação das mensagens provocou novas críticas de Flávio Bolsonaro e de aliados contra Moraes. Mendonça, por outro lado, passou a receber manifestações de apoio de políticos bolsonaristas e foi chamado de "herói" por alguns deles.

Em vídeo divulgado após a repercussão, o ministro agradeceu as manifestações de apoio. "Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família", afirmou.

Na quinta-feira (3), Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por suposto crime de responsabilidade e abuso de autoridade. O ministro acusa o colega de ter cometido irregularidades na relatoria do caso Master, divulgado informações e documentos sigilosos com o objetivo de atribuir a ele e a outros integrantes do STF a prática de crimes e direcionado investigações para "favorecer determinados grupos políticos".

Outros candidatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participará do desfile oficial de 7 de Setembro em Brasília. O evento é organizado pelo governo federal. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o Palácio do Planalto adotou medidas para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral e orientou a militância de que é proibida a realização de propaganda política durante a cerimônia.

O escritor Augusto Cury (Avante) fará uma caminhada e um comício em Copacabana, no Rio de Janeiro, às 9h. De acordo com sua campanha, a intenção é transmitir "uma mensagem de pacificação, equilíbrio, diálogo e esperança".

Em Goiânia, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), também candidato à Presidência, participará do desfile cívico de 7 de Setembro.

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