Cynara Maíra | Publicado em 26/02/2026, às 11h10 - Atualizado às 12h22
Nesta quinta-feira (26) a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe) anunciou o cancelamento do espetáculo da Paixão de Cristo do Recife. Essa será a primeira vez em 27 anos que não haverá as apresentações. Mesmo na pandemia, o espetáculo ocorreu, em formato online.
Inicialmente, a encenação começou no Estádio do Arruda, passou pelas ruas do centro e foi para Praça do Marco Zero, seu palco atual e mais conhecido.
Segundo a organização, a interrupção servirá para modernizar processos de gestão e elevar o padrão de qualidade da produção para o próximo ciclo.
A cada edição, a Paixão de Cristo gera 200 empregos diretos entre atores, técnicos e produtores. Além disso, a montagem movimenta 600 postos de trabalho indiretos em áreas como hotelaria, transporte e comércio.
O produtor-geral do espetáculo e diretor da Apacepe, Paulo de Castro, afirmou que o grupo deseja ampliar a captação de recursos e parcerias institucionais.
A produção pretende utilizar o ano de 2026 para aumentar transformações planejadas. O foco do novo plano estratégico inclui investimentos em:
Renovação de figurinos e cenários.
Atualização da estrutura técnica e efeitos especiais.
Modernização dos processos de gestão e comunicação.
Valorização profissional dos trabalhadores envolvidos.
A Apacepe garante que o espetáculo retornará ao Marco Zero em 2027 e deixa claro que a pausa não representa um fim, mas um período necessário para garantir melhores condições de trabalho aos artistas e uma entrega superior ao público.
"A Paixão de Cristo do Recife, que é a paixão do povo, segue viva, pulsante e em construção. Estamos preparando um novo capítulo dessa história, à altura da sua importância, da sua tradição e do seu futuro.
Nos encontramos em 2027. Mais fortes. Mais estruturados. Mais grandiosos", declarou a Associação.
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