Ex-príncipe do Reino Unido é preso durante investigações de caso Epstein

Otávio Gaudêncio | Publicado em 19/02/2026, às 09h53 - Atualizado às 11h03

Rei Charles III lamenta situação mas defende que a lei seja cumprida - Reprodução/Wikimedia Commons
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A polícia britânica realizou, na manhã desta quinta-feira (19) a prisão do ex-príncipe do Reino Unido e irmão mais novo do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, sob suspeita de má conduta em cargo público, ao compartilhar documentos sigilosos do governo com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein

No início de fevereiro, a Polícia do Vale do Tâmisa havia confirmado que agentes investigavam o suposto desvio de informações do ex-representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional

Andrew foi detido dentro de sua propriedade em Sandringham, em Norfolk, leste da Inglaterra. Agentes também realizaram busca em outro endereço em Berkshire, a oeste de Londres.

De acordo com o veículo britânico BBC, o ex-príncipe pode ser condenado à prisão perpétua.

O rei Charles III comunicou à imprensa que recebeu a notícia com "profunda preocupação", mas defendeu que a lei "deve seguir seu curso". 

“Recebi com profunda preocupação ​a notícia sobre Andrew Mountbatten-Windsor ​e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é ⁠o ​devido ​processo legal, justo e adequado, ⁠pelo qual ​esta questão será investigada da ​maneira apropriada e pelas autoridades competentes… ​Deixe-me ⁠afirmar claramente: a lei ⁠tem que seguir seu curso.", declarou. 

Em outubro de 2025, após novas revelações do caso Epstein, Charles III destituiu Andrew de todos os títulos reais e solicitou ao irmão que se retirasse da Royal Lodge, uma mansão de 30 cômodos na propriedade de Windsor. Porém, antes do anúncio do rei, Andrew já havia renunciado aos títulos reais, alegando que as constantes acusações contra ele desviavam a atenção do trabalho do rei e da família real. 

O ex-príncipe estava afastado de suas funções na realeza desde 2019, após entrevista à BBC, na qual ele disse não se arrepender de amizade com Jeffrey Epstein. Em 2022, a falecida rainha Elizabeth II retirou todos os títulos militares do ex-representante da realeza.

Andrew Mountbatten-Windsor nega as acusações. 

 

 

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