Otávio Gaudêncio | Publicado em 09/10/2026, às 07h45
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve no Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na quinta-feira (8), para vistoriar as instalações e se reunir com o reitor Alfredo Gomes e representantes da Polícia Federal após o incêndio da última quarta-feira (7).
A visita do titular do Ministério da Educação (MEC) resultou em anúncios de medidas de apoio do Governo Federal à comunidade acadêmica da UFPE, como construção de novo prédio para os laboratórios incendiados e medidas para evitar prejuízos à formação de estudantes e pesquisadores da instituição.
O novo edifício custará R$ 28 milhões e terá cerca de 7 mil m² — mais que o dobro do antigo prédio — e tem previsão de começar as obras após a conclusão das investigações e das perícias sobre o incêndio. Além da construção, o MEC, com outros ministérios que mantinham atividades no local, vai equipar os laboratórios.
Para os mestrandos e doutorandos da UFPE que tiveram material de pesquisa atingido pelo incêndio, o MEC anunciou que irá prorrogar as bolsas de pesquisa e firmará parcerias com instituições estrangeiras e nacionais para continuidade dos projetos. Cerca de 200 dissertações estavam em desenvolvimento nos locais atingidos, segundo a UFPE.
A universidade também disponibilizou serviços de apoio psicológico e outras estruturas de assistência a estudantes e pesquisadores afetados.
A Polícia Federal instaurou inquérito ainda na quinta-feira (8) e já realiza perícias no local do incêndio. A apuração busca identificar a origem do fogo. O Instituto Nacional de Criminalística (INC) acompanha a PF no caso.
O prédio ainda não apresenta condições para que os peritos entrem nas instalações, então a investigação no interior da construção está sendo conduzida com equipamentos como robôs e drones.
O fogo tomou conta do prédio da UFPE pela noite da quarta-feira (7). O local abrigava laboratórios na área de fármacos, de informática e de genética, com pesquisas sobre câncer, COVID-19 e autismo. De acordo com a UFPE, o material dos locais de estudo contribuiu com a propagação do fogo.
Alfredo Gomes, reitor da universidade, estima o prejuízo em cerca de R$ 100 milhões.
O caso é o terceiro incêndio registrado em áreas da UFPE em uma semana. O primeiro aconteceu em laboratório do Departamento de Física, no dia 30 de setembro, e o segundo, no domingo (4), no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Ambos os acontecimentos sem vítimas.
De acordo com a UFPE, o primeiro caso ainda poderia ter sido iniciado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.
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