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Só 30% dos poços perfurados pelo IPA fornecem água, aponta TCE-PE

Jamildo Melo | Publicado em 28/10/2026, às 09h15

De 297 perfurações realizadas em 2024 e 2025, 91 resultaram em poços com fornecimento de água, segundo levantamento do TCE - Ipa/Divulgação
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Apenas 30% das perfurações de poços artesianos realizadas pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) entre 2024 e 2025 resultaram em fornecimento de água à população. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), dos 297 poços perfurados, 91 estavam efetivamente atendendo às comunidades.

O levantamento registra ainda 128 poços classificados como secos, equivalentes a 43% das perfurações, e outros 75 que aguardam instalação. Os serviços têm como objetivo ampliar o acesso à água, principalmente em comunidades rurais.

O estudo reúne informações fornecidas pelo IPA e dados de fiscalizações presenciais realizadas pelo tribunal. O trabalho foi elaborado pelo Departamento de Controle Externo da Economia e da Saúde, por meio da Gerência de Fiscalização do Trabalho e da Agricultura.

O que significa um poço classificado como seco

A classificação de “poço seco” não significa necessariamente ausência de água. Segundo o gerente de Fiscalização do Trabalho e da Agricultura do TCE-PE, Jorge Santana, essa categoria inclui perfurações que não atendem aos requisitos de vazão mínima ou de qualidade da água para consumo.

Assim, além de encontrar água, é necessário verificar se o volume disponível é suficiente e se ela é adequada ao uso humano ou animal.

O tribunal aponta que uma quantidade elevada de perfurações sem sucesso pode indicar problemas de planejamento, insuficiência de estudos prévios ou escolha inadequada dos locais. Essa possibilidade, porém, não representa uma conclusão de que todos os poços classificados como secos decorreram dessas falhas.

Fiscalização presencial alcançou 92 poços

Além do levantamento geral, o TCE-PE inspecionou presencialmente 92 poços perfurados pelo IPA. Nesse grupo, 86 foram considerados produtivos após os testes de vazão, que medem a quantidade de água disponível.

Dos poços vistoriados:

Os resultados das visitas correspondem ao grupo fiscalizado e devem ser diferenciados dos números gerais das 297 perfurações.

Segundo o tribunal, a demora na instalação pode aumentar o risco de danos e contaminação. O benefício para a comunidade depende da conclusão dessa etapa e da entrada do poço em funcionamento.

Contratos para os serviços somam R$ 45,1 milhões

O estudo apresenta contratos que totalizam R$ 45,1 milhões, distribuídos em três blocos regionais:

Esses valores correspondem aos contratos apresentados no levantamento, ainda em execução.

Painel permite acompanhar a situação por município

O painel do TCE-PE permite consultar os serviços por região, município, comunidade, empresa contratada, ano de execução e situação de instalação. A ferramenta também informa a localização geográfica dos poços.

O acompanhamento busca avaliar a aplicação dos recursos públicos e a entrega do abastecimento às comunidades. Em áreas rurais, os poços podem atender ao consumo das famílias, à agricultura e à criação de animais, além de reduzir a dependência de carros-pipa.

O TCE-PE informa que continuará monitorando os gastos e atualizando os resultados dos serviços executados pelo IPA. O site Jamildo.com sempre respeita o contraditório, abrindo espaço para eventuais informações adcionais a respeito do estudo. Por óbvio, a divulgaçao do estudo pela coluna eletrônica não representa endosso.

TCE-PE IPA poços