Sindifisco mantém Estado de greve a espera de resposta do governo

Jamildo Melo | Publicado em 11/03/2026, às 19h24 - Atualizado às 19h41

Sindifisco informou que categoria entrou em estado de greve e pede negociação - Sindifisco/Divulgação
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Em uma demonstração de insatisfação com a postura do governo de Pernambuco quanto aos pleitos da categoria, o Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco (Sindifisco-PE) declarou Estado de Greve.

A deliberação aconteceu após a reunião plenária da assembleia permanente (AGE), realizada no dia 05 de março, na sede do sindicato, na rua da Aurora.

Os auditores fiscais e julgadores tributários informaram ao site Jamildo.com que também decidiram manter o Estado de Assembleia Permanente.

A resolução sobre o Estado de Greve contou com quase unanimidade dos votos (houve apenas uma abstenção).

A categoria reclama do que consideram falta de avanço nas negociações com o governo estadual.

"Desde janeiro, a diretoria do Sindifisco-PE vem tentando um acordo com a governadora Raquel Lyra sobre a recuperação da paridade remuneratória entre ativos, inativos e pensionistas, com retroatividade a junho de 2024", explicaram, no informe.

"Até o momento, não há qualquer avanço nas conversas com o governo. A Governadora se encontra radicalmente fechada para uma democrática discussão com o Fisco. Uma posição totalmente oposta à que tem adotando com relação a todos os pleitos da categoria da qual faz parte, a dos procuradores do estado", afirmou o presidente do Sindicato, Nilo Otaviano.

“Apesar do nosso apoio ao Secretário da Fazenda, Flávio Mota, e equipe, o governo Raquel Lyra segue sem apresentar qualquer sinal positivo para a Sefaz e para os Fazendários, aprofundando o desgaste e empurrando a categoria para a mobilização”, acrescentou, 

Segundo a entidade, a decisão mostra uma insatisfação crescente da base com a postura do governo, "Até aqui tivemos silêncio, indefinição e ausência de respostas concretas. Não há mais espaço para promessas vazias nem para o prolongamento de um impasse que desrespeita uma categoria fundamental para a manutenção da arrecadação estadual que é revertida em serviços à população, como saúde, educação e segurança”, destacou Nilo.

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