Redação Jamildo.com | Publicado em 11/09/2026, às 11h43
Empreendedores que atuam em Pernambuco terão à disposição R$ 7,2 bilhões em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para contratação de financiamentos ao longo de 2027.
O planejamento orçamentário foi apresentado durante encontro realizado na Superintendência Estadual do Banco do Nordeste, no Recife, reunindo técnicos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), gestores públicos e lideranças do setor produtivo.
A partilha dos recursos no estado destina a maior parcela, de R$ 1,7 bilhão, para obras e empreendimentos do setor de infraestrutura.
As atividades de comércio e serviços e a pecuária contam com a previsão de R$ 1,5 bilhão cada uma, enquanto o segmento industrial terá R$ 1,3 bilhão. O planejamento reserva ainda R$ 847 milhões para a agricultura, R$ 214,6 milhões para o turismo e R$ 20 milhões para operações voltadas a pessoas físicas.
A distribuição dos valores segue os parâmetros aprovados pelo Conselho Deliberativo da Sudene para adequar a oferta de crédito às vocações econômicas regionais. O acompanhamento da aplicação dos recursos e a fiscalização do cumprimento das metas nos setores e territórios cabem à autarquia, em cooperação com as instituições financeiras operadoras.
Para o exercício de 2027, o orçamento global do FNE atingirá R$ 61 bilhões para toda a área de abrangência da Sudene, o que representa um acréscimo de 16% em relação ao montante programado no período anterior.
Do total de recursos, a regra de aplicação estabelece que 62% devam ser direcionados prioritariamente a micro, pequenos e pequeno-médios empreendedores, além do piso obrigatório de 50% dos investimentos destinados a municípios do Semiárido.
A projeção de R$ 7,2 bilhões para Pernambuco reafirma o FNE como a principal alavanca de crédito produtivo de longo prazo para o desenvolvimento estadual.
A concentração de aportes em infraestrutura, comércio e pecuária atende a gargalos estruturais e fortalece a cadeia produtiva interiorana, enquanto as cotas compulsórias para microempresas e a região do Semiárido asseguram a descentralização do investimento e a indução do crescimento econômico fora do eixo metropolitano.