Jamildo Melo | Publicado em 01/10/2026, às 08h30 - Atualizado às 08h45
O estado de Pernambuco registrou a maior expansão do emprego formal na construção entre agosto de 2025 e agosto de 2026, segundo levantamento do Governo do Estado elaborado a partir dos dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
No período, o estoque de trabalhadores com vínculo formal no setor passou de 100.854 para 119.050 em Pernambuco. A diferença representa a criação de 18.196 postos de trabalho e crescimento de 18,04%.
De acordo com o levantamento estadual, Pernambuco ficou na primeira posição entre as 27 unidades da Federação tanto na variação percentual quanto no aumento absoluto do estoque de empregos formais da construção.
Na comparação apresentada pelo Estado, a Bahia acrescentou 13.647 vínculos formais na construção entre agosto de 2025 e agosto deste ano. O Rio de Janeiro teve aumento de 10.087 postos e São Paulo, de 9.893.
Pernambuco, portanto, registrou 8.303 vínculos a mais que São Paulo no intervalo analisado.
Segundo os cálculos divulgados pelo governo pernambucano, o Estado respondeu por 19,91% do aumento líquido do estoque de empregos da construção no Brasil no período — aproximadamente um em cada cinco novos vínculos.
O avanço de 18,04% em Pernambuco também ficou acima das taxas calculadas para o Nordeste, de 9,60%, e para o Brasil, de 2,99%, nesse recorte de 12 meses.
Os números apresentados pelo Estado indicam crescimento nas três principais divisões da construção em Pernambuco.
A construção de edifícios respondeu pela maior parcela, com acréscimo de 11.594 vínculos formais. As obras de infraestrutura acrescentaram 5.626 postos, enquanto os serviços especializados para construção tiveram aumento de 976 empregos.
Pernambuco teria liderado nacionalmente, em números absolutos, a expansão do emprego nas atividades de construção de edifícios e de infraestrutura no período analisado.
No acumulado de quatro anos, o levantamento aponta crescimento de 48,16% do estoque de empregos formais na construção pernambucana, também o maior percentual entre os estados.
Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, os números acompanham a expansão das atividades de construção no Estado, especialmente nos segmentos de habitação e infraestrutura.
A associação entre o resultado do emprego e as obras em andamento, porém, é uma interpretação apresentada pelo governo. Os números do Novo Caged registram admissões, desligamentos e estoque de vínculos formais, mas não estabelecem, por si só, quais investimentos ou políticas públicas foram responsáveis pela variação.
O desempenho de Pernambuco ocorre em um momento de expansão do emprego formal na construção no país.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que a construção abriu 20.848 postos formais apenas em agosto de 2026. No acumulado de janeiro a agosto, foram criados 200.431 empregos no setor, crescimento de 6,79%.
Considerando todos os setores da economia, o Brasil acumulou 1,13 milhão de novos empregos formais nos oito primeiros meses de 2026.
Pernambuco também teve desempenho positivo no conjunto do mercado de trabalho em agosto, com saldo de 13.428 empregos formais, terceiro maior resultado absoluto entre os estados naquele mês, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
Os dados de agosto do Novo Caged foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no fim de setembro, conforme já informado pelo site Jamildo.com.
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