Cynara Maíra | Publicado em 12/02/2026, às 12h30 - Atualizado às 13h06
Os metroviários do Recife decidiram manter o funcionamento do sistema no próximo sábado (14), dia do desfile do Galo da Madrugada.
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) definiu continuar o serviço na Assembleia Geral Extraordinária da noite de quarta-feira (11).
A decisão ocorreu após a categoria analisar o planejamento operacional da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e optou por não paralisar as atividades no Sábado de Zé Pereira.
Até então, os metroviários cogitavam uma possível greve no início do Carnaval enquanto aguardava um planejamento de operação da CBTU para operação durante as festividades, de forma a garantir a segurança dos foliões.
O sindicato indicou que acompanhará a implementação do plano da empresa e solicitará a criação de um grupo especial para enfrentar ocorrências durante o desfile. O presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, afirmou que manterá a fiscalização sobre as condições de segurança para trabalhadores e passageiros.
“A categoria mostrou maturidade e compromisso ao participar ativamente das decisões. A aprovação da pauta e dos encaminhamentos nos dá respaldo e legitimidade para negociar com firmeza. Vamos defender cada ponto com responsabilidade, mas também com a determinação necessária para garantir avanços reais para os trabalhadores e trabalhadoras do metrô”, disse.
Além da escala de Carnaval, os trabalhadores aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026/2027.
O grupo autorizou uma contribuição de 1,5% para o financiamento da mobilização e concedeu poderes ao sindicato para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Caso as negociações com a CBTU não avancem, a categoria mantém a prerrogativa de decretar greve ou instaurar dissídio coletivo em etapas futuras.
A manutenção do sistema ocorre em um momento de tensão entre os metroviários e o governo federal.
O Ministério das Cidades e o Governo de Pernambuco, sob a gestão de Raquel Lyra (PSD), avançam aprovaram um acordo para a concessão do metrô à iniciativa privada via Parceria Público-Privada (PPP).
O projeto prevê investimentos de R$ 4 bilhões, incluindo a transferência de 11 trens usados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul para recompor a frota local.
O sindicato critica a chegada desses equipamentos e classifica as composições como "sucatas".
A categoria também cobra a aplicação imediata dos R$ 150 milhões prometidos pelo ministro das Cidades, Jader Filho, para reparos emergenciais em telhados e estações.
Os metroviários são contrários à privatização e defendem a manutenção do caráter público do metrô e a implementação da tarifa zero.
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