Fundação internacional vai investir até R$ 300 milhões em projeto de economia circular no Recife

Otávio Gaudêncio | Publicado em 02/07/2026, às 08h21

- Marlon Diego/PCR
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A cidade do Recife foi escolhida pela Fundação Ellen MacArthur, organização britânica sem fins lucrativos, como a cidade pioneira para implementação de projeto de economia circular. O anúncio foi feito pelo prefeito Victor Marques (PCdoB) na quarta-feira (2). O município deve receber recursos na ordem de 50 milhões de dólares, aproximadamente R$ 300 milhões, ao longo dos próximos cinco a sete anos. 

O projeto busca estabelecer um modelo econômico de produção e consumo focado em manter materiais e produtos em uso pelo maior tempo possível, priorizando o compartilhamento, a reutilização, o reparo, a remanufatura e a reciclagem.

Segundo a Prefeitura do Recife, a capital foi escolhida devido à sua semelhança com outros centros urbanos do País e do resto do Sul global, além de ter se enquadrado em relatório da fundação que aponta necessidade de enfrentamento da poluição por plásticos, especialmente em rios e mares. A seleção também foi motivada por conta de ações desenvolvidas pela gestão municipal nas áreas de reciclagem, coleta seletiva e economia circular. 

“A gente precisava de um lugar, de uma cidade que estivesse fazendo a sua lição de casa, que fosse referência para mostrar que é possível expandir. A melhora da política pública só consegue sair do papel e ser efetiva quando todos estão juntos", disse o secretário de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Adalberto Maluf. 

A próxima etapa do projeto começa após a prefeitura definir, com empresas parceiras e demais instituições envolvidas, o plano de trabalho a ser seguido. O documento será responsável pela definição de diretrizes, estratégias, metas, cronograma e outros aspectos correlacionados. 

O planejamento da fundação internacional prevê a execução em três vertentes: 

  1. Prática da economia circular, abrangendo toda a cadeia dos resíduos, da fabricação de embalagens até a reciclagem e a reinserção dos materiais na economia;
  2. Foco na limpeza urbana e na redução do descarte irregular de resíduos, especialmente plásticos, em rios, canais e sistemas de drenagem; e
  3. Fortalecimento de cooperativas, associações e catadores autônomos, ampliando oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva.

Ecoestação Vila Do Papel

O momento também marcou a entrega da 17ª unidade implantada dentro do programa Recife Limpa, a Ecoestação Vila do Papel, no bairro de São José. O equipamento funciona como local de recebimento de resíduos da construção civil, recicláveis, móveis velhos, restos de poda, materiais volumosos e resíduos de logística reversa obrigatória.

Recife Victor Marques

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