Estado escolhe empresa para reforma do Santuário Mãe Rainha em Olinda

Jamildo Melo | Publicado em 30/05/2026, às 10h29 - Atualizado às 10h49

Após dois anos de interdição por risco de deslizamento, a Tenda dos Peregrinos do Santuário Mãe Rainha, em Olinda, terá recuperação - Rafael Almeida/Internet
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O Santuário Mãe Rainha de Schoenstatt, localizado no bairro de Ouro Preto, em Olinda, está mais próximo de retomar suas atividades de acolhimento religioso.

A Tenda dos Peregrinos estava sem uso desde 2024 devido a sérios riscos geológicos, tornou-se o foco de um projeto de recuperação.

O Governo do Estado escolheu a empresa que irá realizar as obras, mediante licitação. A homologação do certame foi assinada em 28 de maio.

A promessa oficial foi anunciada no início de 2026, em março, conforme registrou o site Jamildo.com.

A intervenção, anunciada no início de 2026 e viabilizada por um aporte de R$ 1,4 milhão do Governo do Estado, terá como objetivo principal executar a contenção da encosta e a reforma estrutural do local, devolvendo a segurança aos milhares de devotos que visitam o templo anualmente.

Segundo o Governo, a necessidade e a urgência das obras se deram pela instabilidade do terreno do morro, que comprometeu diretamente a infraestrutura da tenda e limitou a realização de grandes eventos, como a tradicional Romaria do Terço dos Homens, novenas e ações sociais voltadas à comunidade.

O projeto de revitalização, conduzido pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB), vai além do simples reforço estrutural.

O planejamento técnico, segundo a CEHAB, abrange a estabilização completa do solo, a atualização de todas as instalações elétricas, a implementação de um sistema de drenagem eficiente e diversas melhorias físicas, incluindo a construção de muretas de proteção e a aplicação de um novo telhamento metálico.

Com o cronograma de execução estimado em quatro meses, a expectativa é que a Tenda dos Peregrinos volte a operar em sua capacidade máxima ainda em 2026.

A história do Santuário Mãe Rainha de Schoenstatt, oficialmente denominado Santuário Tabor da Nova Evangelização, entrelaça as raízes do Brasil colonial com um expressivo movimento de fé contemporâneo.

Segundos os historiadores, a vocação religiosa do morro se aprofundou ao longo dos séculos.

Durante o conturbado período da invasão holandesa, por volta de 1630, uma pequena ermida foi erguida no local para garantir a celebração de missas dominicais e orações comunitárias de resistência.

Posteriormente, em 1660, já com a expulsão dos invasores, a área passou a abrigar o Convento de Santo Amaro da Água Fria, que serviu como sede dos Padres Oratorianos no Brasil.

Até os dias atuais, as ruínas dessa edificação histórica encontram-se preservadas no terreno do santuário, atuando como um testemunho físico dos primórdios da evangelização no período colonial brasileiro.

Olinda Estado Santuário Mãe Rainha

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