Jamildo Melo | Publicado em 27/03/2026, às 10h22 - Atualizado às 11h16
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realiza, no próximo dia 31 de março, às 19h, a palestra “Saúde Mental da Mulher Médica”, no Marante Executive Hotel, em Boa Viagem, na zona sul do Recife.
A iniciativa, em parceria com a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP), busca ampliar o debate sobre o bem-estar psicológico das profissionais da medicina.
O evento será conduzido pela médica psiquiatra Catarina Moraes, que irá abordar os principais desafios enfrentados pelas mulheres médicas, como sobrecarga de trabalho, múltiplas jornadas e as exigências da prática profissional.
A proposta é criar um espaço de reflexão, escuta e acolhimento, diante de um cenário em que a saúde mental dos profissionais de saúde ganha cada vez mais relevância.
A ação também reforça a necessidade de discutir condições de trabalho e qualidade de vida na medicina.
A presidente do Simepe, Carol Tabosa, disse ao site Jamildo.com que a iniciativa integra um esforço mais amplo de valorização da categoria.
“Cuidar da saúde mental das médicas é também defender melhores condições de trabalho e promover uma prática mais humana e sustentável”, afirmou.
O evento é aberto ao público e não exige inscrição prévia. A participação pode ser feita diretamente no local, facilitando o acesso das profissionais interessadas no tema.
A saúde mental no Brasil se tornou um dos principais desafios de saúde pública nos últimos anos. O aumento de casos de ansiedade, depressão e síndrome de burnout reflete uma sociedade sob pressão constante.
Fatores como desemprego, desigualdade social e insegurança agravam o quadro. Além disso, o acesso a serviços especializados ainda é limitado, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
A pandemia de Covid-19 intensificou esse cenário, deixando marcas duradouras na população.
No ambiente de trabalho, cresce o número de afastamentos por transtornos mentais. Entre jovens e profissionais da saúde, o problema é ainda mais evidente.
Apesar dos avanços do SUS, a demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico supera a oferta. Especialistas defendem políticas públicas mais robustas e investimento contínuo na área.
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