Redação Jamildo.com | Publicado em 03/05/2026, às 19h18 - Atualizado às 19h18
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) intensificou a mobilização nacional pela aprovação do Projeto de Lei nº 1.365/2022. A proposta, que trata da atualização do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas, tramita agora no Senado Federal.
O foco da entidade está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), etapa considerada decisiva para que o texto siga sem modificações que possam comprometer sua implementação.
A relatoria da matéria na CAS está sob responsabilidade do senador Fernando Dueire (MDB-PE). O projeto busca corrigir a defasagem histórica na remuneração das categorias e ajustar parâmetros da jornada de trabalho.
Anteriormente, o texto já havia recebido parecer favorável na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde foram debatidos os impactos orçamentários da medida para estados, municípios e o setor privado.
A principal estratégia do Simepe, ao lado de outras entidades nacionais, é assegurar que a redação consolidada na CAE seja mantida.
De acordo com o sindicato, eventuais alterações nesta fase poderiam atrasar o cronograma de votação ou gerar insegurança jurídica. A articulação institucional junto aos parlamentares pernambucanos tem sido o pilar da atuação da entidade nas últimas semanas em Brasília.
A presidente do Simepe, Carol Tabosa, destacou que a manutenção do texto é essencial para a viabilidade financeira da proposta. Em declaração oficial, a dirigente afirmou que o momento é estratégico e que o diálogo com o Senado permanece constante para evitar retrocessos.
A categoria defende que a valorização salarial é um passo necessário para a sustentabilidade do sistema de saúde.
A conclusão da votação na CAS permitirá que o projeto siga para o Plenário ou para a Câmara dos Deputados, caso haja mudanças. A mobilização do Simepe reflete uma tendência nacional de pressão sobre o Legislativo para a concretização de pisos salariais profissionais, tema que ganha relevância regional diante dos desafios de fixação de médicos no interior de Pernambuco e na rede pública de saúde.