Cynara Maíra | Publicado em 13/05/2026, às 11h42 - Atualizado às 12h46
Na terça-feira (12), a governadora Raquel Lyra (PSD) foi para Brasília acompanhar a posse do ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O evento no plenário da sede da Corte, em Brasília, reuniu autoridades dos Três Poderes, políticos e artistas. Durante o momento, a gestora estadual aproveitou para defender o fortalecimento das instituições e a garantia de um processo eleitoral transparente e plural em 2026. Raquel disputará a reeleição neste ano.
A comitiva de Pernambuco na capital federal incluiu os secretários Túlio Vilaça (Casa Civil) e Bianca Teixeira (Procuradoria-Geral), além da secretária executiva de Imprensa, Daniella Brito, e do assessor especial André Teixeira Filho. Líder do partido de Raquel, Gilberto Kassab (PSD), também esteve com a gestora pernambucana.
Raquel Lyra destacou que a união entre as instituições assegura eleições seguras e a estabilidade democrática do país. “Respeitar a pluralidade de ideias e a vontade soberana do povo brasileiro são fundamentais”, afirmou a governadora.
Para além da cerimônia no Judiciário, a governadora também buscou novos recursos federais para Pernambuco para pessoas atingidas pelas chuvas.
Nunes Marques assume o comando do tribunal pelos próximos dois anos e substitui a ministra Cármen Lúcia.
Como antigo vice da ministra, Nunes Marques será substituído pelo ministro André Mendonça, que também tomou posse como vice-presidente do TSE.
Em seu primeiro discurso na presidência, Nunes Marques citou o compromisso com a independência, o equilíbrio e a prudência. O magistrado também alertou para os desafios do uso exponencial da inteligência artificial durante as campanhas.
Nunes Marques também reafirmou o propósito de atuar para que o voto livre e o respeito às instituições guiem o pleito de 2026.
A lista de convidados para a posse incluiu todos os ex-presidentes da República e o atual presidente Lula. Nomes como Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (MDB) receberam convites.
Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Collor também integraram a lista, mas a presença de ambos dependia de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), pois cumprem penas impostas pela Corte. O ex-presidente Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e foi quem indicou Nunes Marques ao tribunal em 2020.
O TSE conta com sete ministros titulares. A composição inclui três integrantes do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República.
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