Pesquisa Real Big Data mostra pressão sobre Humberto Costa

Jamildo Melo | Publicado em 08/04/2026, às 10h47 - Atualizado às 11h06

Marília Arraes, João Campos e Silvio Costa Filho, no lançamento da chapa da Frente Popular - DIVULGAÇÃO
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A corrida para o Senado em Pernambuco tem uma unanimidade e ela se chama Marília Arraes

A ex-deputada federal aparece na frente, com folga, em todos os três cenários apresentados na pesquisa Real Big Data, nesta semana. Na faixa dos 30% dos votos

Em uma situação bastante confortável, ela lidera tanto as intenções tanto para o primeiro voto como o segundo voto. São duas vagas em jogo, agora em 2026.

O dado curioso é que ela já liderou as pesquisas para o Senado, no passado recente, mas não aceitou sair candidata pelo PT, em busca do sonho de ser governadora, pelo Solidariedade. Quem não deixou o cavalo passar selado foi Teresa Leitão, que se elegeu há quatro anos.

Dois candidatos a direita, Miguel Coelho, do União Brasil, e Anderson Ferreira, do PL, aparecem em segundo lugar nestas sondagens.

Anderson Ferreira, o nome oficial do bolsonarismo pelo PL, deve sair como candidato independente, sem espaço no palanque oficial de Raquel.

A principal aposta de Raquel Lyra é o ex-prefeito Miguel Coelho, que reforça sua posição no interior, onde ela não pode perder para João Campos. Miguel Coelho parece receber os votos conservadores, sem carregar a rejeição dos bolsonaristas.

O palanque de Raquel pode contar ainda com Tulio Gadelha, que fica em quinto nesta pesquisa, ligeiramente abaixo de Mendonça Filho.

No entanto, o jovem deputado federal pode ajudar a dividir os votos à esquerda, prejudicando mais Humberto Costa do que Marília Arraes, pelos números de hoje. Algo que Mendonça Filho não entregaria.

A situação toda coloca pressão sobre o petista Humberto Costa, que busca a reeleição, depois de dois mandatos, com 16 anos de Senado.

Humberto Costa aparece em quarto nas sondagens e a melhor posição é um terceiro lugar em um cenário sem Miguel Coelho.

A mesma pesquisa mostra uma rejeição de 50% ao nome de Flávio Bolsonaro. Lula soma 32% de rejeição.

A elevada rejeição ajuda a explicar porque o PSB de João Campos busca colar o bolsonarismo na chapa de Raquel e porque a governadora mantém distância regulamentar de qualquer associação com o ex-presidente.

Em Pernambuco, Lula tem 60% de aprovação e 37% de desaprovação. Os dados foram divulgados mais cedo pelo site Jamildo.com

Lula Senado Eleições 2026

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