Cynara Maíra | Publicado em 22/05/2026, às 08h06 - Atualizado às 08h50
Durante a entrega de unidades habitacionais do Recife junto ao prefeito Victor Marques (PCdoB), na quinta-feira (21), o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o prefeito subiram o tom contra a governadora Raquel Lyra (PSD), principal adversária de João Campos nas eleições de 2026.
Os políticos inauguraram o Conjunto Habitacional Vila Esperança, no bairro do Monteiro, na Zona Norte da capital. Durante o ato oficial, Victor Marques vinculou as novas moradias e a futura creche da comunidade aos repasses do governo federal. “A gente não esconde ele”, em referência ao presidente Lula (PT).
Essa fala seria um endosso à narrativa dos socialistas e outros oposicionistas de que Raquel usaria as obras de recursos do Governo Federal como ação única do estado. A governadora já citou essas falas ao dizer que era grata por Lula, mas que muitos dos recursos federais dependem dos projetos das equipes estaduais.
Pedro Campos endossou as críticas e questionou o comportamento da gestão estadual na condução das parcerias com o Palácio do Planalto.
O deputado afirmou que a liderança do presidente Lula viabilizou a expansão da política habitacional recifense, que já contabiliza mais de 1.500 unidades entregues, por meio da retomada do programa Minha Casa Minha Vida.
“Muita gente, ao invés de construir casa, prefere ficar em cima do muro. A gente não. A gente gosta de construir casas”, declarou o parlamentar.
Pedro também citaria na fala a questão de Raquel não declarou um apoio para reeleição de Lula, o que seria usado pelo grupo de João Campos para afirmar que a governadora não tem posição e estaria focada na conveniência.
O parlamentar também contestou as declarações da governadora sobre a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina. Em vídeos, Pedro Campos afirmou que a gestora omitiu o protagonismo de Lula na condução do projeto ferroviário ao divulgar os avanços do setor.
Durante o 9º Congresso da Amupe, a governadora ressaltou que obteve auxílio federal para liberação de recursos para segurança hídrica, barragens na Zona da Mata e a concessão parcial da Compesa sem a necessidade de condicionar os projetos a alinhamentos partidários.
Segundo a chefe do Executivo, o presidente Lula nunca exigiu declarações de voto ou posicionamento eleitoral em troca do apoio às demandas de Pernambuco.
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