Otávio Gaudêncio | Publicado em 06/10/2026, às 07h41
O presidente Lula (PT) recebeu os políticos João Campos (PSB), Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) em reunião para ajustes de campanha em Brasília na segunda-feira (5). O petista está no segundo turno da eleição presidencial frente a Flávio Bolsonaro (PL) e apoiou a chapa dos então candidatos em Pernambuco.
O momento ainda contou com outros aliados do presidente, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros, parlamentares e candidatos de partidos parceiros. "Estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República. Não há nenhuma razão econômica, social ou política", disse Lula.
João Campos já havia confirmado, após a reeleição de Raquel Lyra (PSD), que seguiria no apoio ao presidente. O ex-prefeito do Recife teve cerca de 2 milhões e 360 mil votos e pediu para que seus eleitores votem no petista na corrida presidencial. "É muito importante o campo progressista se unir neste momento para a reeleição do maior presidente que o Brasil já teve", escreveu.
Durante a reunião, o presidente ainda destacou a importância da votação e aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. "Tem que ser votado já, não podemos esperar a posse do próximo Senado", pontuou.
Eleitos para a Casa Alta do Congresso Nacional, Marília Arraes e Humberto Costa ainda se encontraram com a líder governista no Senado, Teresa Leitão (PT).
Junto aos futuros companheiros de parlamento, Marília disse estar "pronta para levar a força de Pernambuco às ruas pela reeleição do presidente Lula". Humberto Costa, por sua vez, parafraseou o petista mor e concordou que não há motivos para que o presidente não saia reeleito.
Lula ainda declarou que o foco da campanha deve seguir no eleitorado que se absteve da votação. "Temos que tentar convencer. 30 milhões de seres humanos não foram votar [...] Temos que fazer em 20 dias", detalhou.
A reunião também tratou sobre futuras discussões públicas sobre processo de escolha e de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com Lula afirmando que a crise sobre a corte recai sobre sua campanha.
O presidente Lula vai para o segundo turno da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro, com desvantagem de 1,87% sobre a votação no primeiro turno. O senador obteve 47,03% dos votos válidos. Já Lula, 45,16%.
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