Plantão Jamildo.com | Publicado em 13/03/2026, às 14h58
A deputada estadual Dani Portela afirmou que o PT deve buscar a construção de um único palanque político em Pernambuco nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao PodJá - o podcast do Jamildo.com, ao comentar o cenário de alianças no estado após sua decisão de deixar o PSOL e se filiar à legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a parlamentar, a prioridade eleitoral do partido em Pernambuco deve ser a reeleição do presidente e do senador Humberto Costa. Para ela, a estratégia política precisa ser construída a partir dessa meta.
“O PT tem que criar um campo de unidade. A nossa prioridade em Pernambuco é reeleger Lula e reeleger o senador Humberto. Onde Humberto estiver, nós deveremos estar construindo a maior unidade possível para que isso aconteça”, afirmou.
O debate ocorre em meio às discussões internas sobre o posicionamento do partido diante da disputa pelo governo estadual, que pode envolver a governadora Raquel Lyra (PSD) e o principal nome da oposição, prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Parte da legenda defende a construção de um palanque exclusivo com João Campos, enquanto outro grupo avalia a possibilidade de diálogo também com a governadora - que também já sinalizou desejar o apoio do presidente.
Questionada sobre a possibilidade de o presidente Lula participar de mais de um palanque no estado, Dani Portela afirmou que a decisão final caberá ao próprio presidente, embora o partido local participe das discussões. “Essa decisão sobre se Lula vai subir em um ou em dois palanques é uma decisão dele. Mesmo escutando as instâncias locais e dialogando, quem decide no final é Lula”, disse.
A deputada avaliou que o partido precisa definir sua estratégia eleitoral com antecedência. “Depois do Carnaval, todo mundo já está falando de política. A gente precisa levar o nome do presidente Lula do litoral ao Sertão, mostrando o que o governo tem feito”, afirmou.
Para Dani Portela, a disputa política exige posicionamentos claros. “Não existe neutralidade na política. Quem está na política precisa assumir lado. Às vezes você agrada uns e desagrada outros, mas é preciso assumir posição”, declarou.
Apesar das avaliações pessoais sobre o cenário político estadual, a deputada afirmou que seguirá as decisões tomadas coletivamente dentro do partido. “Eu estou chegando agora. Para onde o PT marchar, eu marcharei junto. O palanque do PT será aquele comprometido com a reeleição de Lula e do senador Humberto”, disse.