Amisadai contrata candidato do Novo para defesa no caso do suposto ‘Gabinete do Ódio’ em Pernambuco

Jamildo Melo | Publicado em 01/09/2026, às 11h41 - Atualizado às 12h01

Novo integra o campo político de apoio à reeleição de Raquel Lyra; advogado de Amisadai diz que contestará acusações feitas pelo PSB - DIVULGAÇÃO
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O servidor federal Amisadai Andrade contratou o ex-juiz Luiz Rocha para atuar em sua defesa diante das acusações de envolvimento em um suposto “Gabinete do Ódio” ligado ao Governo de Pernambuco. Rocha é candidato a deputado federal pelo Novo, partido que apoia a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e faz oposição ao candidato ao governo João Campos (PSB).

A entrada do advogado no caso ocorre em meio à repercussão política das acusações sobre uma possível estrutura de atuação digital contra adversários do governo estadual.

Luiz Rocha anunciou uma coletiva de imprensa para esta terça-feira (1º), em frente à sede da Polícia Federal, no Recife. Segundo a convocação divulgada à imprensa, o advogado pretende protocolar documentos, apresentar a versão da defesa e prestar esclarecimentos sobre as acusações relacionadas às chamadas “milícias digitais”. Ao site Jamildo.com, informou que vai apresentar uma queixa crime contra o PSB.

O próprio comunicado da defesa afirma que Rocha tratará das “acusações e narrativas do PSB”, expressão que indica a linha que deverá ser adotada para contestar as acusações.

Gravação colocou Amisadai no centro da crise

Amisadai Andrade passou ao centro da controvérsia após reportagem exibida pela TV Record mostrar uma gravação na qual ele relata ter participado de uma reunião no Palácio do Campo das Princesas, no segundo semestre de 2024.

Na conversa gravada, Amisadai fala sobre discussões envolvendo maneiras de “desidratar” politicamente João Campos, que naquele momento já era apontado como possível candidato ao Governo de Pernambuco em 2026.

O episódio passou a ser utilizado pela oposição para sustentar acusações sobre a existência de uma estrutura de ataques digitais contra adversários políticos da gestão estadual. O Governo de Pernambuco contesta a existência de um “Gabinete do Ódio”.

Relação de Amisadai com portal e Governo de Pernambuco

Na época em que teria ocorrido a reunião no Palácio do Campo das Princesas, Amisadai era sócio do Portal de Prefeitura, veículo que publicou conteúdos críticos a João Campos e à administração municipal do Recife.

Posteriormente, em 2025, Amisadai assumiu um cargo comissionado no Governo de Pernambuco.

Ele permaneceu na administração estadual até a quarta-feira (27), quando foi exonerado após a repercussão do caso, nacionalmente.

A defesa de Amisadai agora ficará sob responsabilidade de Luiz Rocha. Além de ex-juiz, o advogado disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Novo nas eleições de 2026.

A posição política do advogado acrescenta um novo elemento ao caso: o Novo está no campo de apoio à candidatura de Raquel Lyra à reeleição, enquanto faz oposição à candidatura de João Campos.

A expectativa é que Rocha apresente a versão de Amisadai sobre as reuniões, as gravações divulgadas e as acusações de participação em uma estrutura de ataques digitais. A defesa também informou que responderá aos questionamentos da imprensa.

Portal de Prefeitura TV Record Amizadai