Cynara Maíra | Publicado em 30/10/2026, às 09h25 - Atualizado às 10h33
A Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE) publicou nesta sexta-feira (30) o edital do Programa PE no Campus 2026. A iniciativa oferece 1.000 bolsas de auxílio financeiro para estudantes de baixa renda formados na rede pública estadual que ingressaram no ensino superior.
As inscrições começam no dia 11 de novembro e seguem abertas até às 12h do dia 25 de novembro pelo site oficial da pasta (educacao.pe.gov.br). O procedimento é gratuito.
Os estudantes selecionados receberão o benefício durante dois anos consecutivos, totalizando 24 parcelas mensais.
No primeiro ano letivo, o programa paga uma Bolsa de Apoio à Permanência no valor de R$ 1.240 por mês para ajudar nas despesas iniciais de moradia e transporte. No segundo ano, o estudante passa a receber a Bolsa de Manutenção, com repasses mensais de R$ 620.
A legislação estadual permite ainda a prorrogação semestral do benefício por mais seis meses para até 200 estudantes que comprovarem necessidade para concluir a graduação.
O processo seletivo atende a alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas estaduais de Pernambuco e concluíram os estudos entre 2020 e 2025.
O candidato precisa ter realizado o Enem 2025 ou a terceira etapa do Sistema Seriado de Avaliação (SSA/UPE) de 2025. O edital aceita aprovados em cursos presenciais com ingresso em 2026 ou 2027 em universidades públicas, além de faculdades privadas na condição de bolsista integral do Prouni.
No quesito econômico, o universitário deve ser beneficiário do Bolsa Família ou comprovar renda familiar bruta de até três salários mínimos.
Para receber, o estudante precisa morar em um município pernambucano localizado a pelo menos 30 quilômetros de distância do campus onde vai cursar a graduação.
A seleção destina 900 bolsas para candidatos avaliados pela nota do Enem e reserva 100 vagas para quem concorrer com as médias das três etapas do SSA da UPE.
O edital reserva 25% das vagas de cada modalidade para grupos prioritários e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A cota contempla pessoas com deficiência, pessoas com autismo, diagnosticados com doenças graves ou raras, mulheres vítimas de violência doméstica, idosos com mais de 60 anos, povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais da agricultura familiar.
Para manter os repasses em dia, o bolsista precisa cumprir critérios de desempenho na faculdade. O universitário deve se matricular em pelo menos 80% das disciplinas da grade do semestre e manter frequência presencial mínima de 75% nas aulas.
O regulamento exige aproveitamento acadêmico de ao menos 50% das matérias cursadas no semestre. O benefício pode ser cancelado em caso de abandono de curso, trancamento sem motivo médico ou perda da bolsa integral na rede privada.
O estudante tem direito a solicitar a troca de curso ou de faculdade apenas uma única vez durante o recebimento das 24 parcelas, desde que continue atendendo ao critério da distância mínima de 30 quilômetros.