Redação Jamildo.com | Publicado em 11/09/2026, às 11h36
Garanhuns está entre os dez municípios brasileiros escolhidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para implementar a estratégia “Educação que Protege”. A iniciativa visa fortalecer a capacidade das redes públicas de ensino na prevenção e no combate à violência contra crianças e adolescentes, adotando uma abordagem integrada entre os setores de Educação, Saúde e Assistência Social.
As primeiras ações no município tiveram início nesta semana, fruto de uma cooperação técnica entre o UNICEF e a Prefeitura de Garanhuns.
A programação começou com uma visita técnica à Escola Municipal Jaime Luna, unidade selecionada para acompanhar as etapas piloto do projeto. Durante a agenda, técnicos acompanharam a rotina da comunidade escolar para mapear como as vulnerabilidades e situações de violência impactam o ambiente do ensino público.
A agenda de trabalho também contou com oficinas formativas multidisciplinares, reunindo profissionais e gestores das pastas municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.
O encontro buscou articular os serviços da rede de proteção local e deu início à elaboração conjunta de diretrizes de acolhimento e resposta rápida às situações de agressão ou vulnerabilidade social que afetem o público infanto-juvenil.
A parceria prevê a realização de um diagnóstico participativo para avaliar as políticas públicas, ferramentas de apoio e mecanismos institucionais já existentes em Garanhuns.
Com base nesse levantamento, a gestão municipal e o UNICEF vão elaborar um plano de trabalho prioritário com metas para consolidar ambientes escolares seguros e estruturados para a proteção integral dos alunos.
A inclusão de Garanhuns entre os dez municípios selecionados pelo UNICEF projeta o Agreste pernambucano no debate nacional sobre segurança e acolhimento no ambiente escolar.
Ao articular diretamente as pastas de Educação, Saúde e Assistência Social, o programa fortalece a rede de proteção na ponta, oferecendo ferramentas institucionais para identificar vulnerabilidades precocemente e evitar que a violência comprometa a aprendizagem e o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.